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Especial

“Ações singelas serão mais valorizadas”

Andreia Martini Fabiani e sua filha Isabela
Por Amanda Mendes
Foto Arquivo Pessoal

Distanciamento dos pais e cuidados redobrados no contato com o marido e a filha, essa é a nova rotina da enfermeira, Andreia Martini Fabiani, mãe de Isabela de quatro anos e casada com Rodrigo Fabiani, em função da pandemia provocada pelo novo coronavírus que causa a doença da covid-19.

“A principal adaptação que eu tive que fazer foi na minha rotina em casa. Antes, minha filha ficava com a babá apenas meio turno, agora foi necessário ampliar para o turno integral, para evitarmos o contato, principalmente no horário de almoço. No fim do dia, quando chego em minha residência, a primeira coisa que faço é tomar banho e só depois vou buscá-la na babá. Agradeço muito a Deus por ter essa pessoa de confiança há muitos anos cuidando da Isabela, principalmente nesses momentos de crise, pois fico segura em saber que ela está sendo bem cuidada”, contou Andreia à reportagem do Jornal Bom Dia.

Ainda, foi preciso evitar todo o contato com os pais da enfermeira. “Nem eu, minha filha e meu marido estamos visitando meus pais, eles foram isolados no interior de Erechim e só vamos até eles a cada 15 dias para levar os suprimentos que precisam”.

Esse distanciamento foi a mudança mais intensa que Andreia teve que realizar. “Nós sempre nos visitávamos, e hoje não podemos ter tanto contato. Essa é a falta que mais pesou para Isabela, pois ela sente muita saudade de encontrar os avós, bem como, os amigos que há muitas semanas ela não tem contato”.

Neste momento, a enfermeira acredita que é necessário estreitar os laços religiosos. “Acho muito importante termos muita fé em Deus, pois logo tudo isso irá passar”.

Ainda, Andreia ressalta que essa situação de crise sanitária trouxe a valorização de atos singelos, que antes não era observados como tão importantes às relações interpessoais. “Esse é o caso do abraço, na rotina do dia a dia, a gente se esquece de como ele é necessário em nossas relações, bem como, tantas outras ações simples, que trazem sentido a nossa vida e que poderão ser vistas como valiosas quando tudo isso passar”, concluiu a enfermeira.

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