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Blog de Rodrigo Finardi

  • Um livro sobre os detalhes sórdidos da política erechinense

    Por Rodrigo Finardi
    Foto Rodrigo Finardi

    Entre um café e outro, heróis viraram vilões e a conversa enveredou para algo mais sério e nocivo  

    Na manhã de ontem (18) me dirigi até uma imobiliária de Erechim. Na saída, encontro uma pessoa que há muito tempo não conversava. E me convidou para um café. Era para ser breve, mas a conversa enveredou para os bastidores da política local desde o início dos anos 1990.

    “Não fiz apenas coisas certas na política”

    Conheço um pouco dessa história, mas não os detalhes sórdidos. Não sou careca, mas quase fiquei, quando me disse: “não fiz apenas coisas certas na política, e não me vanglorio por isso”.

    A influência dos escribas e comunicadores

    Já passou por vários partidos, foi vereador, secretário e tem longa bagagem. Conforme a conversa evoluía alguns heróis viraram vilões. Até o papel da imprensa ao longo da história de Erechim veio a mesa. E o que alguns escribas e comunicadores influenciaram na construção de imagens públicas.

    As negociatas que tão mal fazem à sociedade

    Entrou em detalhes de negociações de coligações, as artimanhas, as malandragens, os flertes, os inícios e fins de namoro. E sem citar nomes, as negociatas, que tão mal fazem para a sociedade.

    Os asseclas estão por toda a parte

    Não vi o tempo passar e entre um café e outro, uma única certeza. Os asseclas estão por toda a parte, dizendo amém para seus senhores, independentemente de estarem certos ou errados.

    A sujeira embaixo do tapete

    A história política de Erechim teve e tem seus momentos de glória, mas como um empresário já me disse certa vez “temos a mania de esconder a sujeira embaixo do tapete”.

    Conversa reveladora e teoria da conspiração

    Já ouvi muita coisa nesses mais de 20 anos trabalhando com jornalismo, mas essa conversa foi reveladora. Algumas teses, ou teoria da conspiração, que imaginava ser coisa da minha cabeça, aconteceram na prática.

    “Pode gravar tudo o que eu disser”

    E entre uma informação e outra, revelações vieram à tona, quando surgiu a ideia, por parte do experimentado político de falar mais: “Finardi, quando quiser podemos sentar e você pode gravar tudo o que eu disser, acho que daria um livro”. Foi quando lhe questionei: “`Posso usar o teu nome? ”.

    Resposta surpreendente

    Daí a reposta foi mais surpreendente: “tudo o que eu falar assino embaixo e te provo. O que não conseguir provar, mesmo sendo verdade, não precisa escrever”.

    Curiosidade mais aguçada do que nunca

    Olha, quem sabe vem um livro por aí, mas sem pressa. Mas estou com a curiosidade mais aguçada do que nunca, desde o meu nascimento em 1970. Imagino que irei tomar vários cafés até dissecar essa história, e se alguém quiser colaborar com informações, sou todo ouvidos.  E para encerrar, deixo uma frase dita por esse homem: “quem consegue sobreviver em Erechim se dá bem em qualquer lugar do mundo”.

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    Os protagonistas da eleição passada se conversam  

    Alguns meses depois do início do mandato de Luiz Francisco Schmidt em Erechim, o ex-prefeito Eloi João Zanella, em entrevista ao jornalista José Adelar Ody acabou repercutindo de forma gigantesca na Capital da Amizade.

    Diante da reclamação da população, Zanella disse que quem não estivesse contente que fosse embora de Erechim e que Schmidt – no qual apoiou -, deveria tomar as medidas amargas no início e deixar a perfumaria para o final.

    No ano que vem tem eleições. Asfaltos foram feitos, vias estão sendo pintadas, placas novas colocadas, viaduto revitalizado, terminal remodelado, prédio da prefeitura reformado, monumento dos 100 anos inaugurado, praças serão refeitas para deixar locais bons para a população (a ordem para reforma da Daltro Filho será assinada hoje) e ainda o chafariz foi consertado e voltou a funcionar depois de longo período inoperante e se busca um plano de ocupação para o Castelinho que convalesce a cada dia.

    Como se vê é um governo onde os protagonistas da eleição passada se conversam.

     

    Caminho verde para o diálogo: médicos e prefeitura  

    Um grupo de médicos do corpo clínico da Fundação Hospitalar Santa Terezinha esteve em audiência com o chefe de gabinete do prefeito, Roberto Fabiani e o secretário da Fazenda Waldir Tomazoni, na segunda-feira (17) para repassar o que foi deliberado em reunião recente, sobre não aceitar a proposta verbal feita pela direção do hospital para pagar os atrasados com 50% de desconto ou parcelado em 16 vezes com 30% de desconto. Isso relativo a serviços prestados ainda em 2016.

    É um caminho verde para o diálogo para se feito um acordo extrajudicial, para evitar outros gastos. Ainda não se acertaram. O município alega que o Santa não tem recursos e esta é a forma que encontraram para pagar, com desconto ou parcelado.

    As negociações seguem e a prefeitura cedeu. Ofereceu a vista com 25% de desconto ou em 15 vezes o preço cheio parcelado até final de 2020.  O Executivo prefere não confirmar esses números, porém Fabiani afirma que “foi aberto diálogo e vamos chegar a um bom senso”.

    Os médicos do corpo clínico do hospital vão se reunir para avaliar a proposta da prefeitura.

     

    No colo do prefeito

    Vereadores de Erechim aceleram pedidos de todas as ordens para as comunidades mais diversas. A maioria dos pedidos de providência são sobre asfaltos nos quatro cantos da cidade. A grande maioria dessas reivindicações não serão feitas, mas faz parte da visibilidade, de mostrar preocupação, para as demandas. E não saindo, acaba caindo no colo da prefeitura, que não tem recursos para tudo.  

     

    Na hora “H” os candidatos ‘minguam’

    O que não falta num ano pré-eleitoral são especulações de candidatos. Muitos partidos lançam nomes para barganhar lá na frente. Nessa época sempre tem uma dúzia de candidatos, mas na hora H os pretendentes ‘minguam’. Na história atual de Erechim, a vez que teve mais candidatos foi em 2024, com quatro pretendentes: Eloi João Zanella (que se reelegeu), Antônio Dexheimer, Luiz Francisco Schmidt e Élio Spanhol.

     

     

     

     

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