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Especial

Médica erechinense altera rotina para manter laços familiares

Taís com seus filhos Felipe e Pedro
Por Amanda Mendes
Foto Arquivo Pessoal

Dias agitados, cuidados redobrados e lealdade ao juramento profissional: a médica erechinense, Taís Busin Giora, teve a sua rotina alterada, em função do novo coronavírus, para manter a relação familiar intensa, mesmo em situação de pandemia.

Mãe do Pedro de cinco anos e do Felipe de um ano, Taís é médica ortopedista na Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim, além de atender em sua clínica particular e operar no Hospital de Caridade e na Unimed.

“Os dias têm sido bem intensos. Desde a publicação dos decretos estadual e municipal, decidimos suspender as atividades na clínica e só retomamos há três semanas. No Hospital Santa Terezinha, minha rotina de atendimentos e plantões segue normal, só foram interrompidas as cirurgias eletivas (aquelas sem urgência). Mas o que se nota, tanto no atendimento privado como no público, é que as pessoas têm receio, elas estão preocupadas, têm medo de ir aos hospitais”, contou à reportagem do Jornal Bom Dia.

Já em casa, a atenção dobrou. “O Pedro estuda na Escola Básica da URI e está tendo atividades todos os dias, nem sempre é fácil acompanhar tudo, mas o pai deles (Gustavo Giora) participa diretamente da rotina de nossos filhos, e isso me tranquiliza bastante. Estou saindo apenas para o indispensável, mesmo porque meus pais moram no mesmo edifício e temos receio de que eles possam ser contaminados, já que fazem parte do grupo de risco. Mas não se pode ser neurótico, caso contrário a situação se põe ainda mais complicada”, pontuou.

Barreira sanitária

Para garantir mais segurança ao seu dia a dia, Tais e seu vizinho, que também é médico, criaram uma barreira sanitária nas entradas do prédio em que moram. “Com isso, buscamos evitar contaminar as áreas comuns do edifício, caso, eventualmente, um de nós fosse contaminado. Meus filhos acharam isso bem engraçado e adoram passar por essa barreira. Enfim, o mais complicado sempre é voltar do Hospital, pois requer todo um cuidado com a separação da roupa que usei, tomar banho e só depois de todo esse empenho que posso abraçar os meninos”.

“Quando vai acabar a crise do coronavírus?”

A apreensão para retomar a normalidade da vida e, principalmente, voltar à escola, faz o Pedro repetir, quase cotidianamente, a pergunta: “quando vai acabar a crise do coronavírus?”. “Ele sente falta da escola e dos amiguinhos”, comenta Taís.

“O Felipe ainda é muito pequeno e não sabemos identificar a percepção dele. Em casa tivemos que impor uma disciplina de horários rígida para o Pedro (isso o ajuda a ter mais segurança, dada a previsibilidade das tarefas). O importante é não passarmos nossas angústias para eles, as crianças são muito perceptivas e o clima em casa pode ficar pesado com tantas incertezas”, complementou a médica ortopedista.

“Peço para que todos se cuidem”

Como médica, Taís faz um apelo para que todos se cuidem, mas evitando uma preocupação excessiva. “Respeitem o que as autoridades médicas têm indicado, mas sem pânico. O pânico não nos ajuda a agir com responsabilidade. Seguir o que a ciência recomenda é o caminho para retomarmos a normalidade o quanto antes”.

“Como mãe, gostaria de parabenizar todas as ‘minhas colegas mães’, pois eu e elas, podemos nem sempre acertar em nossas decisões no que diz respeito aos filhos, mas nossas ações são sempre buscando o melhor para eles”, concluiu Taís.

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