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CAPS II promove terapia assistida

Ação conta com apoio do Projeto Super Patas

CAPS II promove Terapia Assistida em parceria com o Projeto Super Patas
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

A Secretaria Municipal de Assistência Social de Erechim, realizará nesta sexta-feira (24) e no próximo dia 7 de junho, uma atividade diferenciada no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II) em parceria com o Projeto Super Patas, a Terapia Assistida.

As atividades tiveram início após conhecimento do projeto através de seus responsáveis, oportunidade em que ocorreu a tratativa sobre as atividades que acontecem em parceria com os profissionais de saúde conforme a necessidade dos usuários. 

A Terapia Assistida por Animais trata-se de uma intervenção direcionada, com objetivo de de senvolver e melhorar aspectos sociais, físicos, emocionais e cognitivos.

De acordo com a chefe de equipe do CAPS II, Andresa Almeida, a relação entre o ser humano e os animais teve início a muitos anos, com a predação e mais tarde com a domesticação. A relação foi se consolidando e consequentemente as interações foram aumentando através dos sentimentos e consequentemente estabelecendo um vínculo afetivo.

“A relação homem e animal, atualmente, tem grande proximidade. Esse vínculo afetivo favorece a estabilidade emocional do ser humano, promovendo inúmeros benefícios. Assim, as intervenções assistidas por animais consistem na utilização de animais como mediadores da promoção da saúde e bem-estar de seus assistidos”, pontua.

No Brasil, essa prática foi instituída em meados dos anos 50 pela psiquiatra Nise da Silveira. No entanto, o interesse dos profissionais da área da saúde começou a crescer na década de 80, quando tiveram início os centros especializados nessa área. Por isso, as intervenções mediadas por animais são consideradas ainda uma prática inovadora

“Com o estabelecimento do vínculo afetivo com o cão terapeuta, objetivamos a diminuição do estresse e medo, socialização e a interação com os profissionais da equipe e membros do projeto”, garante.

A atividade tem duração de 60 minutos, iniciando com a apresentação do cão e a interação com o usuário, onde há um resgate da afetividade e das relações com o cão e a equipe de profissionais. Após são iniciados os trabalhos específicos, planejados previamente, que envolve o desenvolvimento motor, cognitivo, interações sociais e comunicação, tendo o cão como motivador. Assim a motricidade pode ser trabalhada através do passeio com o cão, a realização de circuitos e a escovação de pelos.

Durante todo o processo, a equipe do projeto monitora os cães quanto ao seu comportamento em relação ao bem-estar e situações de estresse, enquanto a equipe de saúde interage, monitora e avalia os usuários em relação a participação na atividade.

Andressa lembra que estudos sugerem que a prática de intervenções assistidas por animais promove uma melhora significativa, não apenas no usuário e foco da atividade, mas na equipe promovendo uma melhora no humor, nas relações, facilitando a comunicação e reduzindo o estresse e consequentemente promovendo a humanização.

A afetividade estabelecida durante as brincadeiras promove momentos de relaxamento e descontração, o cão serve como um suporte emocional e motivador, na melhora da autoestima e da autoconfiança.

 

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