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Ataque contra mesquita no Sinai deixa ao menos 235 mortos e 130 feridos

De acordo com a imprensa egípcia, militantes atingiram a mesquita sufista de Al-Rawdah, em Bir al-Abed, a oeste da cidade de Arish, com uma bomba e realizaram um ataque a tiros; presidente convocou reunião de emergência

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Por Estadão
Foto EFE

Pelo menos 235 pessoas foram mortas e outras 130 ficaram feridas em um ataque contra uma mesquita sufista no norte da Península do Sinai, no Egito, informou na manhã desta sexta-feira (24) a televisão pública do país. Nenhum grupo insurgente assumiu responsabilidade imediatamente pelo atentado, o mais mortífero na região nos últimos três anos.

As forças de segurança egípcias têm combatido militantes do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) no norte do Sinai desde a deposição do islamista Mohamed Morsi da presidência do Egito, em julho de 2013.

De acordo com as primeiras informações, supostos militantes atingiram a mesquita de Al-Rawdah, em Bir al-Abed, a oeste da cidade de Arish, com uma bomba e realizaram um ataque a tiros. Testemunhas relataram que mortos e feridos foram levados em ambulâncias a hospitais da região.

A mídia estatal mostrou imagens de vítimas ensanguentadas e mortos sob cobertores dentro do centro religioso. "Atiraram nas pessoas que saíam da mesquita. Atiraram nas ambulâncias, também", afirmou um morador da região cujos parentes estavam no local do atentado. Os radicais do Estado Islâmico consideram os sufistas apóstatas.

O presidente egípcio, Abdel-Fattah al-Sissi, convocou uma reunião de emergência de seu gabinete de segurança após o ataque, informou a agência de notícias estatal Mena.  O Ministério de Saúde elevou o alerta no serviço de ambulâncias e em todos os hospitais da província.

O braço egípcio do Estado Islâmico, chamado Wilayat Sinai, matou centenas de policiais e soldados nos últimos três anos. Os terroristas têm atacado principalmente as forças de segurança em suas ações armadas, mas têm realizado atentados também contra tribos do Sinai que colaboram com as autoridades do Exército e da polícia.

Em julho, pelo menos 23 soldados foram mortos no norte de Sinai quando um terrorista suicida atingiu um bloqueio de segurança com um carro-bomba. O Estado Islâmico assumiu a autoria do atentado. 

O grupo terrorista também tenta ampliar suas ações para fora da península, atacando igrejas e peregrinos cristãos coptas. Em maio, um ataque contra um grupo de coptas que se encaminhava a um mosteiro deixou pelo menos 28 mortos no sul do Egito. / REUTERS e EFE 

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