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Opinião

Cientistas preocupados com o futuro do planeta terra

Somos uma grande família humana compartilhando do mesmo la

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Roberto Ferron
Por Engº Florestal Roberto M. Ferron – Consultor Florestal/Ambiental
Foto Roberto M. Ferron

As últimas notícias sobre o Planeta Terra são preocupantes. Segundo os cientistas, temos a possibilidade de uma mini era glacial a partir de 2030, que afetaria a Europa. Pesquisadores do País de Gales preveem uma forte diminuição da atividade solar entre 2030 e 2040, período em que a temperatura média da Terra seria menor, entre –1 ºC e 1,5 ºC. Esse mesmo fato já foi registrado anteriormente entre 1645 e 1715.

Outra preocupação dos cientistas é a aproximação do cometa interestelar batizado de 3I/ATLAS, descoberto em julho de 2025, que vem de fora do nosso sistema solar. O cometa tem 5,6 km de diâmetro e se desloca a uma velocidade de 209.000 km/h. Em sua trajetória, segue liberando poeira e gases. Os telescópios Hubble e James Webb o monitoram atentamente quanto à sua composição e rota, e está descartada sua colisão com a Terra.

O astronauta da NASA Ron Garan, que passou cento e setenta e oito (178) dias no espaço e deu mais de duas mil e oitocentas (2.800) voltas ao redor da Terra, afirmou que a humanidade está “vivendo uma mentira”, depois de testemunhar com os próprios olhos a fragilidade do nosso planeta e experimentar de forma profunda o poderoso Efeito Perspectiva — também conhecido como Overview Effect, um fenômeno emocional e cognitivo que transforma a maneira como muitos astronautas enxergam a vida e o mundo após verem a Terra do espaço. Lá de cima, sem fronteiras, sem muros e sem barulho político, Garan percebeu o quão invertidas estão nossas prioridades como civilização. Ele conta que, ao observar aquela fina camada azul envolvendo o planeta — uma atmosfera tão delicada que parece quase pintada —, ficou claro que estamos colocando tudo na ordem errada: colocamos a economia em primeiro lugar, depois pensamos na sociedade e só por último lembramos do planeta. Para ele, isso é uma falha gigantesca. A verdadeira ordem deveria ser justamente o contrário: Planeta → Sociedade → Economia, porque, sem uma Terra saudável, não existe vida, não existe comunidade, não existe sistema financeiro que se sustente. Quando diz que estamos “vivendo uma mentira”, Garan se refere à ilusão da separação — essa crença de que somos divididos por países, bandeiras, religiões, ideologias, times, fronteiras e muros imaginários. De cima, nada disso existe. Não há linhas dividindo continentes, não há inimigos, não há “nós contra eles”. O que há é apenas uma grande família humana compartilhando o mesmo e único lar possível. Ele relata que, ao ver “tempestades gigantes, florestas inteiras, oceanos brilhando e cidades piscando como pequenos pontos de luz”, percebeu que tudo está interligado. As decisões de um lugar afetam o mundo inteiro. E a fragilidade da atmosfera — nossa única proteção contra o vazio mortal do espaço — mostra o quanto estamos brincando com o próprio futuro ao destruir ecossistemas, poluir e ignorar sinais cada vez mais claros de colapso ambiental.

A COP30 nos trouxe outras preocupações sobre o aquecimento global devido à poluição atmosférica, à emissão de gases de efeito estufa gerados pela destruição das florestas nativas, pelas queimadas, pelo uso de combustíveis fósseis, pela industrialização desenfreada e sem controle ambiental, entre tantas outras.

Mas, como sempre se fala, “o grande vilão é o bicho homem”, que não aprende e não compreende que sua vida e a de seus descendentes dependem de seus atos. Se já é difícil fazer coisas simples e triviais, como separar o próprio lixo caseiro, não jogar lixo no meio ambiente (rodovias, terrenos baldios, cursos d’água), tocos de cigarros (bitucas), latas de cerveja, refrigerantes, vidros e plásticos na rua; se os governantes não conseguem atuar no saneamento básico, evitando que os esgotos domésticos e industriais sejam jogados na natureza sem qualquer tipo de tratamento.

A mensagem de Ron Garan é um alerta urgente, quase um pedido de socorro: precisamos acordar, repensar nossas prioridades e agir com mais união, consciência e sustentabilidade. Para ele, só quando entendermos de verdade que estamos todos no mesmo planeta-nave, viajando juntos pelo universo, é que teremos chance de garantir um futuro seguro e digno para as próximas gerações.

Por isso tudo, será muito difícil fazer o tema de casa planetário. E certamente continuaremos a ver as catástrofes ambientais e humanitárias!

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