As Yurtas na Mongólia
São as casas do povo nômade nos campos. A Yurta representa um importante papel nas diferentes fases da vida nômade. Quando um rapaz passa para a vida adulta, seus pais constroem para ele uma nova yurta. O mesmo acontece quando um casal se casa. Segundo a tradição, os pais do noivo devem pedir a bênção e o consentimento dos pais da futura esposa no dia do casamento. Quando os jovens se mudam, os membros mais velhos da família mudam-se com eles e, assim, é comum encontrar, nos acampamentos de yurtas, diversas gerações vivendo sob o mesmo teto. Conhecemos um acampamento de yurtas onde há espaços para alojamentos de turistas. Vivenciamos como seria viver nelas.
Os mongóis e o clima
A população da Mongólia é muito pequena se comparada com a de sua vizinha China. A sua região se estende dos desertos da Mongólia à costa da China, fustigada pelas diferentes temperaturas. O clima da Ásia é dominado pelos ventos – uma temperatura seca e gelada no inverno e outra úmida e quente no verão, frequentemente acompanhada por chuvas torrenciais. Isso é causado por diferenças na maneira como a terra e a água conservam o calor. No inverno, o interior do continente asiático, longe da influência moderadora do mar, torna-se extremamente frio. Ventos gelados que sopram em direção ao mar esfriam ainda mais a terra. No verão, a situação se inverte. A terra esquenta mais depressa que o oceano e o ar aquecido sobe, criando grande umidade. Rios impetuosos, alimentados pelo degelo da neve das montanhas, podem sair de seus leitos e devastar as terras próximas.
O Império Mongol
Na Idade Média, o mundo civilizado estremeceu quando os mongóis iniciaram uma trajetória de conquistas que os levou da China ao sul da Áustria, na Europa. No século XVII, depois de ser derrotada pelos manchus – habitantes da Manchúria/Ásia – a Mongólia tornou-se província da China. Em 1911, quando terminou a dinastia Qing, na China, a Mongólia Exterior declarou-se independente, sob a proteção dos russos. Depois de um período de reocupação pelos chineses (1920-1922), a Mongólia rebelou-se novamente e fundou uma República Popular, fortemente ligada à União Soviética. A Mongólia Interior continuou a fazer parte da China e, como esta, na década de 1920, sofreu a infelicidade de ter chefes militares rivais lutando pelo poder e entrou em revolução interna.
A Mongólia hoje
Durante a ocupação da China, era propósito desse país anexar para si toda a Mongólia. Mas esta, guerreira por natureza, conseguiu reaver o seu país. A grande preocupação era que uma grande migração chinesa invadisse seu território. Desde 1990, a Mongólia está sob regime semipresidencialista; suas eleições são diretas e contam com diversos partidos. A democracia é valorizada, e prezam muito o direito à propriedade privada.
Ulan Bator, a capital da Mongólia
Ulan Bator é hoje muito moderna. Os automóveis substituem totalmente os cavalos vistos antigamente nas ruas. A cidade era parada obrigatória para as caravanas que pretendiam atravessar o deserto de Gobi, nas terras dos mongóis. Ela modernizou-se rapidamente. Por trás da face austera de capital administrativa de uma antiga nação-satélite soviética, Ulan Bator é uma cidade do futuro, pois sua população está entre as mais jovens do planeta. Mais de 50% dos habitantes têm menos de 50 anos e, talvez por isso, a capital e o país, assim que puderam, libertaram-se do jugo de uma ditadura comunista.
Sua localização e história
A cidade, que fica a 1.300 m acima do nível do mar, no planalto da Mongólia, foi fundada, no século XVII, como um acampamento de nômades, tendo no centro um templo budista. Chegou a ser chamada de Urga e tornou-se um centro religioso e comercial na rota entre Pequim (China) e São Petersburgo (Rússia). Em 1911, era um grande aglomerado de yurtas. No início da década de 1920, a Mongólia, com a ajuda da União Soviética, fez uma revolução comunista e tornou-se independente da China. Para comemorar o evento, o nome da capital foi mudado para Ulan Bator, que em mongol significa “Herói Vermelho”. O país foi satélite da União Soviética até 1990, quando, com o colapso do império soviético, optou por um regime democrático.
Um país democrático
O velho estilo de vida nômade estava ficando ultrapassado e as mudanças começaram pela capital, Ulan Bator. Esta recebe quase metade da população do país, que começou a sentir o ar da liberdade. No tempo das revoltas, ninguém ousava falar com estrangeiros, mas atualmente a capital está aberta às influências ocidentais, entre elas a televisão via satélite e a Internet. Os jovens mongóis começaram a viajar para o exterior e a estudar em universidades europeias e americanas. Os mosteiros budistas foram reintegrados à vida do país.
Transporte à moda da Mongólia
Hoje, não são vistos cavalos como meio de transporte em Ulan Bator. A cidade é, provavelmente, a única capital do mundo onde é possível conseguir transporte simplesmente levantando a mão na calçada. O motorista do primeiro carro que passa, seja ele um de luxo ou um calhambeque, não hesita em parar e oferecer seus serviços. Os jovens usam o método à noite para se locomover de um bar para outro. Em um país onde o transporte coletivo é escasso, todo automóvel é um táxi em potencial. Os adolescentes de Ulan Bator se reúnem nos cinemas, que são os poucos lugares onde podem dançar. Usam as antecâmaras de projeção para suas reuniões e encontros em liberdade e segurança.
Conclusão
A nação mongol já foi considerada a maior do mundo ao dominar parte da Europa Oriental e da Ásia. Os territórios conquistados no século XIII, sob o comando de Gengis Khan, foram a causa.