Há muito tempo, quase 30 anos, a comunidade local e regional pede a duplicação da ponte sobre o rio Tigre, que é de mão única, e, por isso, já ocasionou vários acidentes, inclusive, deixando sem proteção lateral. Sempre se falou sobre a necessidade de duplicação, ao longo dos anos, no entanto, nada foi feito de efetivo pelo governo do Estado, que é responsável pela obra.
A ponte está localizada, na ERS 477, próxima ao Distrito Industrial Irany Jaime Farina, em Erechim, e faz importante ligação regional, com municípios da AMAU, Centenário, Áurea, Carlos Gomes e da região da Associação dos Municípios do Nordeste Riograndense (Amunor).
O movimento é constante no local tanto no sentido Centenário, Áurea, como sentido Distrito Industrial de Erechim, e para atravessar a ponte, o motorista que chega precisa, praticamente, parar o veículo, antes de acessar a via de mão única, para não correr riscos.
A primeira iniciativa, em prol da duplicação da ponte, foi da Prefeitura de Erechim, com a realização do projeto técnico e a doação para o Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem do RS (DAER).
O prefeito de Erechim, Paulo Polis, ressalta que a ponte do Rio Tigre é responsabilidade estadual, mas a prefeitura, para agilizar esta obra contratou o projeto técnico e entregou para o Estado. “Ao chegar lá ele sofreu algumas alterações, porque será construída uma nova ponte ao lado desta que está aí”, afirma Polis.
Conforme o prefeito, a obra está atrasada em função da equipe do DAER estar trabalhando na recuperação do Vale do Taquari que sofreu com as enchentes do ano passado, grande desastre climático.
“Segundo me informou, nesta semana, o diretor-geral do DAER, Luciano Faustino, até o fim do mês de abril o projeto deve ir para licitação. Este é um tema de toda região, da AMAU, Famurs, temos que cobrar do Estado e é o que estamos fazendo”, ressalta Polis.