A tradicional festa em comemoração aos povos indígenas foi realizada no último sábado (20), na Reserva de Votouro, em Benjamin Constant Sul. Alunos fizeram apresentação de danças e mostraram a valorização da cultura da etnia Kaingang. Também foram expostos objetos artesanais que são produzidos e vendidos por famílias da comunidade.
“Cultura que não pode ser extinta”
“Manter as tradições indígenas começa lá com nossos antepassados e precisamos ensinar nossos filhos a seguir essa cultura que não pode ser extinta. Muitas vezes, vemos que isso está se acabando, então é necessário entrar uma liderança para fortalecer a cultura indígena”, falou o cacique da Aldeia, Darci Borges.
Reconhecimento da história
As celebrações ocorreram dentro do ginásio de esportes da escola Toldo Coroado e reuniu autoridades, representantes políticos e comunidade indígena. Para o representante da AMAU e prefeito de Itatiba do Sul, Valdemar Cibulski, a festa é um momento de reconhecer o trabalho e a história do povo indígena no país. “São nossos irmãos e devemos respeitar. Estar aqui comemorando essa data do Dia do Índio é uma forma de demonstrar nossa consideração todos os dias”.
Inaugurações
Durante a festividade, foram inauguradas o novo piso do ginásio de esportes da escola e uma casa de reuniões na comunidade de Votouro, com investimento em torno de R$ 120 mil, que será utilizada para cursos de capacitação, encontros e aulas de oficinas.
“A gente se sente feliz entregando essa obra para eles, uma reivindicação de tempo e em parceria entre Poder Público e Secretaria de Saúde Indígena, a gente está concretizando este sonho que há muito almejaram”, disse o vice-prefeito de Benjamin Constant do Sul, Marcio Capellari.
Diálogo
Segundo o prefeito do município, Nilton Valentini, o diálogo entre as pessoas devem estar acima de tudo para que as comunidades possam conviver em harmonia. “A cultura indígena deve ser defendida, porque é o que eles sabem fazer. O artesanato é uma fonte de rende deles e temos que prestigiar e apoiar. Não tem como um município que tem 50% de habitantes indígenas, você trabalhar diferente. Temos que trabalhar em conjunto com a união e a base, além do diálogo”, concluiu Valentini.