Rãs descendem do primeiro anfíbio na Terra há 300 milhões de anos, o Ichthyostega. Rãs são “anfíbias” e vivem a primeira parte da vida na água, onde se alimentam e respiram, através de brânquias. Depois passam por uma metamorfose e começam a viver ora na terra, ora na água.
São animais pecilotérmicos, isto é, que não possuem mecanismos internos reguladores de temperatura, e sua temperatura corporal varia de acordo com o frio ou o calor do ambiente.
Trata-se de um animal anuro (sem rabo), cosmopolita e que evita lugares muito frios. Gosta da umidade de banhados, pântanos, reservatórios e cursos d'água. É ovíparo e deposita incontável quantidade de ovos na água, como forma de preservar a sua espécie. Daí nascem os filhotinhos, chamados de “girinos”.
Os primeiros registros históricos sobre o consumo da carne de rã vêm da Grécia Antiga. Os romanos, após dominarem os gregos, conheceram os seus costumes e passaram a degustar carne de rã, inclusive difundindo-a noutros povos.
Mais tarde, o hábito alcançaria a América, embora nesta parte do mundo já os índios já estivessem fazendo o mesmo. Quem desejar se alimentar de carne de rã pode fazê-lo, pois é saborosa e sem colesterol, salvo o que lhe agregam em frituras.
Detalhe: sapos e pererecas não são os preferidos para a alimentação humana. As rãs têm função importante no meio ambiente, e coincidentemente tornam-se beneficiosas aos seres humanos. São exímias devoradoras de insetos e de outros invertebrados que atacam plantas, hortas e jardins. Capturam suas presas com a ponta da língua, que é pegajosa e bifurcada. São absolutas a precisão e a rapidez de seus golpes de língua, podendo uma rã pegar um inseto em 0,07 segundos, isto é, cinco vezes mais rápido que o piscar de olhos humanos.