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Opinião

Mês do Meio Ambiente O Dia da Terra

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Gaby Mársico
Por Gaby Mársico
Foto Divulgação

Comemora-se no dia 22 de abril o Dia da Terra, este lindo planeta azul, nossa morada, nosso lar. Por isto precisamos continuar falando, ouvindo, vendo, escrevendo sobre:

- No último encontro mundial sobre o clima – COP 26 – na Escócia, o Secretário Geral das Nações Unidas, o português António Guterres declarou “- a humanidade está caminhando para uma catástrofe climática e cavando a própria cova”. Todas as nações que participaram desse encontro comprometeram-se trabalhar para diminuir o efeito estufa em seus países. Da União Europeia veio uma declaração importantíssima, que se se concretizar, será de grande efeito – pretende até 2035 acabar com o combustível fóssil (petróleo).

Nesse mesmo encontro o presidente Bolsonaro afirmou que seu governo está trabalhando para diminuir a emissão de carbono. Mas pelas pesquisas, isto não está acontecendo, ao contrário, esta emissão tem aumentado nestes dois últimos anos. E só neste último mês de abril, o desmatamento de nossas florestas foi de grandes proporções, provocando assim, mais emissão de carbono.

Uma notícia que vem confirmando a irresponsabilidade e pouco caso do governo federal para com o meio ambiente é a liberação de um plano de concessão a empresas particulares para explorar 24 florestas federais em SP, SC e PR e em mais cinco estados da Amazônia. É inaceitável este comportamento do governo depois de todas e tantas campanhas e alertas dos cientistas sobre o perigo que nos rodeia! Ó deuses!

- Um fato que nos envergonhou (e foi pouco difundido) foi uma entrevista de rua cuja pergunta era – qual é o nome do planeta em que você vive? Algumas respostas inacreditáveis – “Ah! Agora você me pegou!” “Não sei nada de geografia!” “Ah! Não sei, não!” E muitas outras respostas dadas por terráqueos ignorantes. Ó deuses! Ignorantes sempre teremos conosco!

- Uma reportagem que o Jornal ZH nos mostrou foi o lixo nos oceanos. Uma equipe deste jornal percorreu a praia do Cassino aqui no RS, onde encontrou e fotografou uma grande quantidade de lixo, até proveniente de outros países, sendo 90% de objetos plásticos. Um programa das Nações Unidas para o meio ambiente – PNUMA tem avaliado que 11 milhões de toneladas de resíduos plásticos são despejados nos oceanos anualmente. Estes resíduos acabam entrando em nosso corpo por meio de alimentos (marinhos) e até na água, chegando na corrente sanguínea provocando doenças e até esterilização com sua toxidade. Sem falar que está dificultando a vida da fauna marinha e até a extinção de algumas espécies. Uma resolução da organização PNUMA promoveu um encontro onde representantes de 175 nações aprovaram uma resolução pelo fim da poluição plástica.

- Com o aquecimento da temperatura global aumentará o degelo dos polos que aumentará o nível dos oceanos quando regiões costeiras e ilhas irão desaparecer. Pior, enquanto a temperatura polar permanecer em menos de zero grau ela retém 1,6 trilhão de toneladas de carbono orgânico. Se a temperatura subir irá provocar seu degelo e então haverá liberação desse trilhão de CO2 e metano. O que provocará, por sua vez, um efeito estufa de grandes proporções.

O pesquisador brasileiro David Marcolino Nielsen da Universidade de Hamburgo também confirma o grande perigo do degelo das regiões polares. Diz ele “É preciso preservar áreas verdes, substituir combustíveis fósseis como o petróleo, gás natural e carvão, por fontes renováveis como a solar, eólica e biocombustíveis”.

- Uma notícia pelo menos alentadora é a chamada “revolução da urina”. Alguns países já estão trabalhando para criar métodos que tornem possível separar a urina do resto do esgoto, aproveitando-a para substituir os fertilizantes nas lavouras. A urina é rica em nutrientes como nitrogênio, fósforo, potássio e ureia. Se tudo der certo “nem nossa urina escapará da reciclagem”.

- Outra boa notícia sobre energia limpa é o projeto para produção de biogás a partir da planta capim-elefante. É para produzir um substituto ao gás natural veicular (GNV).

- Outro grande perigo para nossa saúde e até nossa sobrevivência é a proliferação dos vírus. Cientistas já detectaram 7 mil tipos de vírus na floresta amazônica. Com o desmatamento e queimadas, esses vírus, perdendo seus hospedeiros naturais, logo estarão batendo a nossa porta. Já temos uma amostra do que um vírus como o Coronavírus pode provocar em nossa vida pelo mundo afora.

É consolador saber que ainda há vida inteligente entre os humanos!

E a propósito, como está nossa pequena reserva florestal chamada Parque Longines Malinowski?

 

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