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Região

Filó de Paulo Bento relembra histórias de suas comunidades

Evento organizado pela administração municipal encerrou festividades de aniversário do município

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O evento encerrou de forma oficial as celebrações de aniversário da cidade.
O brodo foi responsabilidade de várias voluntárias
Por Leandro Zanotto [email protected]
Foto Talisson Zamboni

Trazer a lembrança da união das famílias recuperando boas histórias, assim foi a 2° edição da Filó de Paulo Bento, realizado na noite da última sexta-feira (6) na sede esportiva do clube Arsenal. O evento organizado pela administração municipal encerrou de forma oficial as celebrações de aniversário da cidade. 

Através de fotos e materiais usados diariamente no passado como o candieiro, famílias que participaram da fundação de suas comunidades foram convidadas para contar umas as outros momentos especiais de sua história. Tudo acompanhado do brodo de galinha. “Nosso objetivo foi realizar um dia de encontro para que as pessoas mais jovens possam conhecer um pouco da história não só do município de Paulo Bento, mas de todas as nossas comunidades. Inovamos de uma forma simples para iniciar assim um trabalho de resgate da nossa cultura local”, explicou o prefeito Gabriel Jevinski.

O que é o filó?

Se procurado no dicionário a palavra remete a tecido, mas a cultura dos descentes italianos apresentaram um outro sentido a palavra, comer em união. Isso quem explica é dona Lida Giaretta, que lembra com saudades dos filós em que a família participava. “Era um momento de que saímos no fim da tarde e íamos até a casa dos nossos vizinhos, lá todos nos reuníamos para conversar, homens jogavam cartas, crianças brincavam e as mulheres cozinhavam era nosso momento de lazer já que não havia televisão e poucos rádios. Muitas vezes também recebíamos as pessoas em nossa casa”, destaca.

Dona Célio Orso, comenta que a tradição do filó se perdeu com o tempo, mas as lembranças de momento de união ficaram. “Era uma vida simples, mas com muita alegria, confraternização, amizade entre a vizinhança”, explica.

Religião

Dona Petrolina da comunidade de Rio Erechim, conta que além de comida e conversa o filó era também um momento de oração. “Quando era menina tinha uma vovozinha, íamos na casa dela muitas noites para rezar, sempre em italiano e depois ela ensinava a cantar e dava elogios para quem falava de forma correta, tempo que não volta e de muita saudade”, explica.

Brodo

O prato típico dos encontros de filó era o brodo de galinha, junto com pães, cucas, salames e queijo. No filó de Paulo Bento o brodo foi responsabilidade de várias voluntárias, que aprenderam com a mãe a receita que passa por gerações, entre elas dona Carmelita de Campo. “Para mim o segredo de um bom brodo está no tempero da galinha caipira”, comentou. Ao lado a cozinheira Zeli Natalina Pompermaier, conta seu verdadeiro segredo do prato. “Para mim é o amor, fizemos com muito amor para todos que estão aqui. Assim como era para nossas famílias e amigos que vinham nos visitar”, finaliza.

 

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