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Em Jacutinga, 30% da população é do grupo de risco

Beto Bordin, prefeito de Jacutinga
Por Igor Dalla Rosa Müller
Foto Rodrigo Finardi

O município de Jacutinga tem mais de 30% da população de idosos e os grupos de risco, afirma o prefeito de Jacutinga, Beto Bordin. “O município tem em torno de 1300 aposentados e uma população de 3700 habitantes, segundo o IBGE, mas acreditamos que já somos em 4 mil pessoas no município. Além disso temos os grupos de risco com hipertensos, diabéticos, pessoas com câncer, problemas pulmonares, então, considerando bem, esse número é superior a 30%”, afirma.

 

500 famílias no meio rural

Bordin comenta que o município tem cerca de 500 famílias no meio rural, sendo que a metade dessa população são idosos, também. E, por isso que as ações da administração municipal ao combate e prevenção ao coronavírus tiveram como foco a população idosa de Jacutinga. “Os familiares da minha geração são todos com idade superior aos 60 anos. Temos uma comunidade que envelheceu”, disse.  

 

 

Ações

Segundo ele, a primeira ação do município foi vetar a visitação ao lar do idoso, em seguida, cancelar todas as atividades com o grupo da terceira idade, e os trabalhos do grupo de atenção as famílias (Nasf), que tem bastante ações com idosos. 

 

 

Toque de recolher

E tendo em vista essa realidade, na sequência, o município alterou o decreto inicial e proibiu a circulação de pessoas com mais de 60 anos e instituiu o toque de recolher das 20h até as 7h, período em que a população deve permanecer em casa, entre outras medidas. “O toque de recolher visa chamar a atenção e destacar a importância de ficar em casa, porque o Ministério da Saúde dizia que se segurássemos a contaminação agora lá na frente não iríamos pagar o preço de não ter levado tão a sério. Acreditamos que essa decisão vai ter um resultado positivo, e quem sabe sair livre dessa pandemia aqui no município. E tudo foi feito muito consciente”, comenta.

 

 

Ele ressalta que teve um trabalho muito forte da secretaria municipal da Saúde, usando todos os meios de comunicação, rádio, jornal, televisão, redes sociais, alto-falante da igreja, carro de som, distribuição de panfletos e o trabalho dos agentes de saúde. “O pessoal de secretaria passando de casa em casa, e para as pessoas que mais precisam distribuímos um kit higiene e cestas básicas”, disse.         

 

Medidas flexibilizadas

No decreto, algumas medidas foram flexibilizadas para, por exemplo, uma indústria de camisas produzir jalecos para a área de saúde e, também, máscaras cirúrgicas. “O objetivo principal é não perder vidas, e evitar todo e qualquer tipo de aglomeração”, afirma.

 

 

 

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