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“Emancipação foi altamente salutar para os municípios”

Paulo Bento está fazendo 19 anos de instalação e 23 anos de criação, diz prefeito Pedro Lorenzi. O experiente político vai mais além, e diz que se não tiver uma reforma tributária efetiva no país ele teme pelo futuro dos municípios

A programação de aniversário inicia em 20 de abril com abertura da Semana Farroupilha e jantar dança
Prefeito Pedro Lorenzi
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller e Divulgação

O município de Paulo Bento está de aniversário. Foi emancipado em 16 de abril de 1996, mas instalado efetivamente em 1º de janeiro de 2001. “Assim, estamos fazendo 19 anos de instalação e 23 anos de criação”, diz o prefeito Pedro Lorenzi.

Programação

A programação de aniversário será “diluída”, iniciando em 20 de abril com abertura da Semana Farroupilha e jantar dançante. No sábado (27) de abril haverá o baile oficial da terceira idade. Segundo Pedro, durante a semana irá ocorrer vários eventos por meio da Secretaria da Assistência Social, Educação, Secretaria Municipal de Saúde, culminando com o fechamento da semana do município com jantar italiano no mês de junho.

“Programação modesta, até porque não estamos em condições de despender muitos recursos nessas festividades. A nossa prioridade é atender o munícipe na área da saúde, educação, agricultura, mas também não vamos esquecer da nossa data magna, a data da emancipação”, diz.   

Emancipação  

Na avaliação do prefeito, o processo de emancipação política e administrativa foi positivo para os municípios. Apesar da receita própria dos pequenos municípios, o que é gerado em âmbito local não chegar a 10% do orçamento, isto é, 90% da receita são repasses, basicamente, do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) da União, e do Icms do Estado.

“Independentemente disso, a vantagem da emancipação é que tudo fica próximo do munícipe, a prefeitura está mais próxima do povo. Há uma enorme diferença dos municípios que se emanciparam, no desenvolvimento dessas comunidades, em relação aos distritos, que não se emanciparam. Os municípios cresceram muito”, afirma.

Conforme Pedro, os ganhos podem ser vistos no atendimento que se consegue dar em todas as áreas como saúde, educação, obras, assistência social. “Os nossos municípios se desenvolveram, estão crescendo, e não tenho dúvida nenhuma que a emancipação foi altamente salutar para essas comunidades”, afirma.

Reforma tributária

Para o prefeito é preciso ser feito urgentemente uma reforma tributária para dividir melhor a riqueza produzida pelo país. “Todos lutamos por um reforma tributária justa, de cada R$100 , R$60 fica com a União, R$25 no Estado, e R$15 nos municípios, e é no município que tudo acontece”, comenta.

O experiente político vai mais além, e diz que se não tiver uma reforma tributária efetiva no país ele teme pelo futuro dos municípios. “E isso tem que ser para ontem. Os municípios precisam ser contemplados com mais recursos”, afirma.

“Hoje, de cada R$ 100 do orçamento da prefeitura, a maioria dos municípios gasta R$ 50 com a folha, R$25 são investidos na educação, R$ 15 na saúde, o Legislativo leva em torno de R$3 a R$6, isso já vai lá para R$ 94, R$ 95. Não existe mais capacidade de investimento nos municípios”, observa. 

Capacidade de atrair investimentos

De acordo com o prefeito, Paulo Bento tem facilidade de atrair empreendimentos comerciais e industriais. Isso porque está próxima da cidade polo que é Erechim e por ter ligação asfáltica pela ERS 211. “Essa proximidade quase nos torna um bairro de Erechim. A nossa divisa está no Colégio Agrícola”, comenta.  

Em função dessa proximidade, para Pedro a ERS 211 vai se transformar num corredor industrial. “São várias empresas se instalando e outras com ideia de se instalar. Não tenho dúvida que em cinco a dez anos teremos entre Erechim e Paulo Bento um corredor industrial”, observa.

Para ele, a alternativa para o pequeno município conseguir vencer as dificuldades e continuar se desenvolvendo é incentivando a indústria e o comércio. “A fronteira agrícola dos nossos municípios está praticamente explorada, não há mais como se expandir, a saída vai ser incentivar o setor secundário, que é a indústria, e o setor terciário, que é o comércio”, afirma.

Segundo Pedro, graças a logística Paulo Bento está investindo bastante na industrialização do município. “Como forma de alavancar renda, gerar emprego e fazer o município crescer e ter maior receita”, diz.

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