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Opinião

Jeito Franciscano de educar: tradição que enraíza, inovação que abre caminhos, encontro que semeia o futuro

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Volnei Fortuna
Por Volnei Fortuna – Diretor Geral do Colégio Franciscano São José
Foto Volnei Fortuna

“Fazei da educação uma arte sagrada. Esforçai-vos para cultivar, nos educandos, sentimentos cristãos e reforçai-vos com repetidos ensinamentos. Tende, em vossas escolas, um grande zelo espiritual pelas pessoas a vós confiadas”. Santa Maria Bernarda

 

Educar é um ato de encontro entre as pessoas. Para Gert Biesta (2013), a educação perpassa a transmissão do conteúdo, ela qualifica, socializa e ajuda cada estudante a tornar-se sujeito da própria vida, da própria história. Trata-se de um movimento que compreende os seres humanos respeitados na singularidade e coletividade. Nessa perspectiva, o Colégio Franciscano São José, em Erechim, com 103 anos de história, consolida uma missão educativa que se constrói na relação, na escuta e na confiança compartilhada entre a família e escola.

Essa missão sustenta uma compreensão ampla de formação genuína. Bell Hooks (2013) defende uma pedagogia engajada, que considera o bem-estar de estudantes e professores e entende a sala de aula como comunidade de aprendizagem, onde o conhecimento se articula com a vida. Em sintonia com esse olhar, compreendemos que a formação integral envolve, de modo indissociável, as dimensões intelectual, corporal, emocional e espiritual, e que o ensino, a aprendizagem e a evangelização se desenvolvem com atenção à subjetividade e à construção intersubjetiva. António de Nóvoa (2017) lembra que a profissão docente tem uma dimensão pessoal inseparável da profissional, o que reafirma a importância da presença, da dedicação e do testemunho de cada educador, de cada profissional da educação.

No equilíbrio entre a tradição e a inovação, fortalecemos nossa identidade e projetamos novos horizontes. A tradição nos enraíza nos valores franciscanos que fundamentam a formação humana e a inovação nos abre caminho para metodologias que colocam o estudante como protagonista de sua aprendizagem, como defendem Lilian Bacich e Edgar Moran (2018). A criatividade é indispensável às escolas do presente, imaginar e criar são capacidades que precisam ser cultivadas deliberadamente. Dessa forma, aprendemos com o passado, respondemos aos desafios do presente e preparamos os estudantes para o futuro.

Inspirados por Santa Maria Bernarda, acreditamos numa educação que nasce do amor, respeita cada pessoa, promove a fraternidade e o cuidado recíproco. Rubem Alves (2000) recorda que ensinar é uma alegria, o educador desperta o desejo de aprender quando ensina com prazer e sensibilidade. É com essa simplicidade e alegria que buscamos formar seres humanos íntegros, capazes de imaginar um mundo novo, criar relações de solidariedade e transformar a realidade com bondade. Aqui a imaginação é potencializada, a criação se concretiza e a vida floresce. Porque o futuro que sonhamos começa hoje, com cada gesto, cada sorriso, cada aprendizagem compartilhada e com a presença de cada franciscano e franciscana que acredita no potencial criativo e transformador da educação.

Sinta-se acolhido ao Jeito Franciscano de Educar: o encontro que semeia o futuro!

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