Ciúme e egoísmo
O ciúme tem origem no egoísmo, em uma valorização exacerbada do próprio ego, que exige uma autoavaliação e autodisciplina para erradicá-lo, através da piedade para com “os que sofrem e erram e dispondo-se a cooperar na elevação de cada um”. (Francisco Cândido Xavier, p/Espírito Emmanuel. O Consolador. Questão 183)
Cabe a cada um, já distanciados dos sentimentos primitivos, fazer os ajustes que deverão conduzir o indivíduo à prática do respeito, da dedicação (amor) ao próximo.
É preciso coragem para vencer a si mesmo.
Comportamentos doentios
Na área da afetividade: No estado mórbido, o ciumento corrói-se em inquietações, podendo levar a comportamentos violentos, agressivos, em clara evidência de desequilíbrio mental.
Quem tem ciúme, anseia pelo amor ao mesmo tempo que o recusa, “pelo receio de ser traído ou enganado”, evidenciando falta de “abnegação e devotamento”, desconsiderando uma das mais belas expressões de afetividade e fixando mentalmente sentimentos de prazer e de posse. Direciona suas atitudes no atendimento aos instintos. E quando não se satisfaz, transfere ao outro a razão de suas desconfianças, no conceito falso de que foi recusado, rejeitado.
Busca constantemente a fidelidade absoluta, desprovido de equilíbrio e sensatez, não levando em consideração o desgaste natural no relacionamento o qual deve ser fortalecido por ações de ternura, respeito, afeto. Comportamento que leva à desconfiança imaginando outro “interferindo no relacionamento, em um triângulo amoroso”.
Variados crimes são praticados por indivíduos possessivos, asselvajados que se deixam dominar por ideias absurdas e perversas, como de suicídio ou de homicídio.
Nas relações sociais e profissionais: O ciúme também alcança as relações sociais e profissionais quando o indivíduo se deixa conduzir por suspeitas infundadas, que podem levar à maledicência, à comentários desairosos, a censuras injustificáveis, inveja, em claro prejuízo à convivência harmônica.
Fora os prejuízos que provocam no ambiente em que se encontram, contaminando a psicosfera.
Indivíduos assim, são infelizes, “merecedores de tratamento especializado, de ajuda fraternal, de consideração espiritual” sob pena de verem-se arrastados para situações cada vez mais “penosas e aflitivas”.