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Opinião

As algemas da alma - egoísmo (Parte IV)

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Uniao Espirita
Por União Municipal Espírita - Erechim-RS
Foto União Municipal Espírita - Erechim-RS

As mazelas do egoísmo estão presentes nas crianças sem pão, nos idosos sem saúde, nas meninas e meninos violados, nos adultos possuídos pelo vício das drogas, na infidelidade conjugal, nos tambores da guerra, nas muralhas entre as nações e nas armas que ameaçam destruir o planeta, e em tantos outros aspectos da vida.

Cabe a nós percebermos quando ele se manifesta, mesmo que, nas simples atitudes de nosso cotidiano, para que possamos expulsá-lo definitivamente de nossa caminhada terrena.

A necessidade de mudança é urgente!

Como já mencionado, o egoísmo é a negação da caridade.

“Fazer o bem - diz Kalf Kiran - é tão simples, mas alguns colocam empecilhos quando a prática da caridade não lhes interessa, designando-a como algo fenomenal e praticável apenas pelos mais elevados.”

“Benditos aqueles que exercitam a caridade, doando-se e compreendendo os sofrimentos do próximo, porque já entenderam o objetivo da existência, educando-se pelo amor e pela dedicação aos sofredores.”

“... a caridade está ao alcance de todos, na medida em que possuem algo a dar em contribuição no processo de amenização gradativa da dor.”

É preciso educar nossa alma, deixando de alimentar o egoísmo.

Autoamor X Egoísmo

O Autoamor, não pode ser confundido com egoísmo?

Divaldo Franco esclarece que os menos avisados poderão confundir ambos, mas que, na verdade, o Egoísmo é querer tudo e todos para si; enquanto o “autoamor é o despertar da consciência para eleger o melhor para si.”

“Quando o indivíduo se ama, ele trabalha para o seu aprimoramento moral. Ele estuda, ele cresce intelectual e moralmente, desenvolvendo-se socialmente, evita os vícios.”

“O autoamor é um mecanismo de evolução.”

É o que chamamos também, de autoestima.

O autoamor está na proposta de Jesus quando ensina: “ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.”

Quem não se ama, não ama a ninguém.

“Os indivíduos egoístas não se amam. Eles amam a posse. Gostam das coisas e das pessoas para atender às suas paixões e necessidades desequilibradas.”

E Divaldo Franco exemplifica:

“Eu posso plantar uma árvore que dará frutos. Eu não sei quando poderei colhê-los, mas o importante é plantá-la. Alguém poderá colher seus frutos. Eu, por minha vez, posso estar colhendo frutos de uma árvore que alguém terá plantado em algum momento...”

E o egoísmo, simplificando, é o orgulho em ação.

Enfatiza o Espírito Hammed, em sua obra As Dores da Alma, que o indivíduo deve ter clareza íntima para discernir esse desajuste psicológico, buscando por si próprio extirpar esse sentimento e não, levar a questão aflitiva a um sacerdote para que o absolva desse “pecado”.

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