Ao mencionarmos, algemas da alma, remetemos mais esse conceito à análise da psicologia, que estuda o comportamento humano diante das circunstâncias da vida gerando desequilíbrios.
E ninguém melhor que Joanna de Ângelis para tratar do tema com muita propriedade ao abordar as chamadas doenças psicossomáticas em relação com nosso comportamento mental.
A incidência de sentimentos como mágoa, inveja, egoísmo, revolta, ciúme, raiva, atingem os “tecidos sutis do pensamento”, influenciando a produção de enzimas e toxinas cerebrais que acabarão gerando doenças.
Egoísmo, inveja, mágoa, culpa... não são manifestações físicas; são manifestações criadas pela mente!
Na lista dos sete pecados capitais, assim entendido pelas diversas religiões como a tentativa de classificar os principais desvios de conduta, os chamados “pecados”, o egoísmo não aparece.
Lembrando que o conceito de “pecado” está relacionado a desajustes íntimos, como menciona o Espírito Kalf Kiran, em sua obra As Algemas Emocionais da Alma.
Estes “pecados” nada mais são do que as chamadas “dores da alma”.
E o egoísmo está relacionado ao campo psíquico e nos impede de vivermos em equilíbrio conosco e com nossos semelhantes. São processos naturais que visam desafiar o ser em crescimento espiritual para sua evolução.
E como acentua Joanna de Ângelis, são desafios que devem ser superados, pois são resquícios de experiências anteriores malsucedidas, traduzidas em impulsos natos e que, a cada existência temos a oportunidade para corrigi-las.
No entanto, podemos afirmar que egoísmo e orgulho estão intimamente ligados, pois, como afirma Kardec, são reflexos do instinto exagerado de conservação.
A partir de quando o homem primitivo passou a ser dotado da razão, consequentemente teve condições mentais de avaliar suas atitudes, mesmo as mais rudimentares. Nesse momento, nascem o egoísmo e o orgulho.
Cabe a nós, já distanciados dos sentimentos primitivos, fazermos os ajustes que deverão nos conduzir à prática da caridade e do respeito (amor) ao próximo.