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Opinião

Biocombustível do Brasil para o planeta

Modelo de transição energética e descarbonização

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Roberto Ferron
Por Engº. Florestal Roberto M. Ferron – Consultor Florestal/Ambiental
Foto Roberto M. Ferron

Nesta semana, o “biocombustível brasileiro” é o assunto do dia na mídia internacional, devido à participação do país na maior feira industrial do planeta – a Hannover Messe 2026, que ocorre de 20 a 24 de abril, na cidade de Hannover, na Alemanha. Feira fundada em 1947, e que neste ano deverá reunir cerca de 5 mil expositores de mais de 70 países, com a participação de mais de 200 mil visitantes, gerando bilhões em negócios e parcerias.

O Brasil está presente no “Pavilhão Brasil”, organizado pela APEX Brasil – Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, cujo presidente é o gaúcho Laudemir Muller.

A exposição foi aberta pelo presidente Lula, cujo espaço possui 2.700 m², apresentando seis áreas temáticas, como: transição energética, hidrogênio, digitalização, indústria avançada, economia circular e inteligência artificial (IA). São 140 empresas brasileiras apresentando seus produtos, havendo painéis para debates e realização de negócios. Algumas empresas brasileiras conhecidas estão presentes, como EMBRAER, WEG, a Be8, de Passo Fundo-RS, e mais 60 startups.

Ainda, durante a feira, acontecerá o Fórum Econômico Brasil-Alemanha, que reunirá 800 participantes, sendo 300 do Brasil.

Esta traz boas notícias, pois estamos às vésperas da concretização de um sonho de muitos anos, o famoso acordo entre Mercosul e União Europeia, cuja data prevista para entrar em operação é 1º de maio de 2026.

Os temas apresentados e em discussão são importantíssimos e estratégicos para o Brasil, para o Rio Grande do Sul e, especialmente, para a nossa região norte.

O presidente Lula, em seu discurso, previu que o Brasil se tornará a “Arábia Saudita dos Biocombustíveis”. E, de fato, estamos nesse caminho!

Shiro Nishimura, ex-presidente da Jacto, uma das figuras lendárias do agronegócio brasileiro, em suas sábias palavras definiu nossa posição no cenário global: “somos um continente em forma de país, temos clima ótimo, um povo que não foge à lida, estamos competindo e vencendo nações inteiras. Os agricultores brasileiros são muito bons, não têm preguiça para trabalhar, absorvem rapidamente tecnologias modernas e eficientes. O agro brasileiro deixou de ser uma promessa para se tornar a realidade mais sólida do nosso país. O Brasil não apenas produz; hoje, ditamos o ritmo do mercado mundial”.

Como já escrevi algumas vezes, o país é multidiverso. O agro brasileiro é imbatível, pois temos terras férteis, grande área para crescimento no cultivo de grãos, frutas, florestas e criação de animais; temos clima excepcional, água e sol a pino. E, para corroborar, temos a segunda maior empresa de pesquisas do planeta – a EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária.

E, para orgulho dos brasileiros e gaúchos, a Be8 apresentou seu biocombustível 100% puro – BeVant – na Hannover Messe 2026, na Alemanha. Estreou na Europa com o selo de teste em um caminhão da Mercedes-Benz alemã, que comparou diretamente seu desempenho com o diesel europeu. E o BeVant manteve a potência e a performance no uso prático. Seu desempenho abriu portas, e o impacto ambiental virou manchete, no recorte do tanque à roda, a redução citada foi de 99% nas emissões de gases de efeito estufa (GEE) e, na cadeia como um todo, de 63%, com auditoria da SGS.

De pronto, o BeVant da Be8 virou vitrine na Alemanha e no planeta, e o simbolismo é imediato ao apresentar a molécula desenvolvida pela engenharia da empresa em Passo Fundo, tendo como matéria-prima a soja.

O Brasil se posiciona como líder na transição energética e auxiliando verdadeiramente na descarbonização do planeta, já que 70% da poluição mundial provém dos combustíveis fósseis.

O efeito de impacto foi que “saiu-se do discurso defensivo e mostrou-se a prova publicamente, com auditoria, demonstrando sua ótima performance ao vivo. Portanto, apresenta-se como uma solução concreta para os transportes e para a indústria, e não mais como uma tendência abstrata”, escreveu Carla Teles, da CPG – Click Petróleo e Gás.

Nesse sentido, nossos desafios são enormes, mas, aos poucos, vamos quebrando as “resistências e as forças ocultas”, as barreiras comerciais (certificações de todo tipo). O combate é bom e vale a pena!

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