Medo da morte
O medo demasiado da morte, por exemplo, denota apego ao materialismo, pois menospreza a crença na sobrevivência do ser, como espírito.
Sem falarmos no medo incutido pela maioria das religiões sobre nosso destino após o desenlace.
Esse medo gera incerteza, infelicidade, principalmente àqueles enfermos em fase terminal.
O apego aos bens materiais (patrimônio, dinheiro) acreditando que ninguém poderá gerir tais conquistas pela sua ótica; apego às pessoas que aqui deixará (filhos, parentes, cônjuge); apego à posição social, acabam levando o indivíduo ao desespero diante da possibilidade de nada levarem, de tudo perderem, de serem esquecidos.
Diferentes leituras sobre o medo
Normalmente, o medo é o temor diante do desconhecido e o exemplo mais comum é o medo da criança em seu primeiro dia na escola. Diante do desconhecido, ela agarra-se à mãe e chora, antevendo a separação daquela que lhe inspira confiança e proteção.
Encontra-se igualmente o medo nos olhares angustiantes das pessoas nas ruas das cidades, nos desertos, nas embarcações, nas rodovias e, até nos lares.
Há de se considerar também, que os indivíduos respondem diferentemente diante de determinadas situações.
Para alguns, o medo de altura causa desconforto, mas para outros, não tem a mesma sensação. Para uns, o medo de perder o emprego lhe traz constantemente insegurança e apreensão; para outros, a concretização desse evento, pode se apresentar como uma oportunidade de novos desafios e de aprimoramento profissional com resultados financeiros satisfatórios.
O medo está vinculado a forma como vemos a vida, querendo que seja sem incidentes, sem lágrimas, perfeita, conforme nossa visão de futuro.
A variedade de medos, pode acumular-se de forma perversa se não identificarmos a origem e tratarmos de erradicá-la já em suas primeiras manifestações.
No convívio social, muitas vezes não percebemos que os medos que sentimos são os mesmos que outros sentem. Mas esses, por conveniência, não demonstram.
Conversar sobre os medos, pode ser o primeiro passo para entendermos que não estamos isolados e que a troca de experiências pode ser benéfica para todos.
Todos vivemos experiências sujeitas a reveses as quais devem ser enfrentadas como parte do progresso individual.
Todos temos algum tipo de medo!