O Apocalipse de João
A palavra “apocalipse” deriva do grego e significa REVELAÇÃO.
Gênero literário profético e muito propagado no mundo pré-cristão, principalmente no judaísmo, nos séculos I e II a.C.
Como descreve Emmanuel, na obra A Caminho da Luz, psicografia de Chico Xavier, “O divino Mestre chama aos Espaços o Espírito João, que ainda se encontrava preso nos liames da Terra, e o Apóstolo, atônito e aflito, lê a linguagem simbólica do invisível”. (Pg. 116)
(Diga-se: durante o sono; em desdobramento)
“Recomenda-lhe o Senhor que entregue os seus conhecimentos ao planeta como advertência a todas as nações e a todos os povos da Terra, e o velho Apóstolo... transmite aos seus discípulos as advertências extraordinárias do Apocalipse.”
João escreveu esse livro enquanto confinado na Ilha de Patmos, Grécia, entre os anos de 81 e 96, buscando inspiração, principalmente nos Livro de Daniel e no Livro de Enoque, recheados de simbolismos (anjos, demônios, animais assustadores, números, estrelas, fenômenos naturais) e formas linguísticas da época.
Como observa Haroldo Dutra Dias, muitas das várias abordagens constantes da obra não encontram suporte na Doutrina Espírita.
Torna-se difícil interpretar o Apocalipse sem algumas das premissas contidas nessa Doutrina, quais sejam:
a existência dos espíritos e sua comunicabilidade;
a encarnação/reencarnação;
a evolução dos mundos e dos seres;
a Providência Divina com sua benevolência e justiça, conduzindo o ser humano ao seu aprimoramento moral.
Sem esse suporte da Doutrina Espírita, corre-se o risco de trocar a realidade do mundo espiritual, por ilusões humanas, pela mistificação; de enveredar-se por um labirinto de simbologia do qual seria quase impossível sair.