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Opinião

Envelhecer mudou, agora somos NOLT

Viver bem e de forma diferente depois dos 70 anos já é uma tendência

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Roberto Ferron
Por Engº Florestal Roberto M. Ferron – Consultor Florestal/Ambiental
Foto Roberto M. Ferron

A tendência não é mais ser chamado de idoso ou velho depois dos 60 ou 70 anos. Uma parte dessa faixa etária adotou um estilo de vida diferente: ser ativo, zelar pela saúde, estar de bem com a vida e buscar o desenvolvimento contínuo. Já há muitos estudos sobre o assunto e, inclusive, já se tem um nome em inglês: “ser NOLT – New Older Living Trend”. O termo foi criado no universo do marketing para designar pessoas maduras que adotam um estilo de vida ativo, curioso e em constante evolução.

Com a chegada da reforma do ensino e da mediocridade que se instalou na educação brasileira, em que ninguém mais é reprovado em todos os níveis de ensino, onde a União e os Estados pagam para as crianças e jovens irem para a escola, onde nem é mais preciso ir à aula, onde os professores têm que se “prostituir” para fazer com que o aluno passe de ano, tudo isso porque o sistema quer mostrar ao mundo que temos uma educação de qualidade, com baixos índices de evasão escolar e de reprovação. Entretanto, o investimento no aprimoramento de quem ensina é praticamente nulo. Inclusive, em algumas matérias, como matemática e física, não se acham mais profissionais que queiram dar aula. É o “faz de conta”, tapar o sol com a peneira. Quem é professor(a) sabe muito bem do que escrevi!

Eis que chegou o tempo em que os velhos, mas “experientes e sábios”, voltam a ser procurados para trabalhar em empresas ou prestar serviços de consultoria.

“A nova forma de se dirigir às pessoas 60+ ativas nasce de uma realidade que já está diante de nós. Esse público não se reconhece mais no rótulo de ‘idoso’, carregado de ideias ultrapassadas sobre limitações e fim de ciclos. Os NOLTs voltam a estudar, aprendem novas tecnologias, fazem cursos, iniciam uma segunda ou até terceira graduação. Muitos abrem novos negócios, empreendem, mudam de carreira ou transformam antigos sonhos em projetos reais. Não esperam mais o tempo passar; fazem o tempo acontecer. São pessoas que cuidam da saúde, da mente e das emoções. Viajantes, leitores, voluntários, criadores, líderes de grupos, mentores e aprendizes ao mesmo tempo. Encaram desafios com maturidade, mas também com coragem — aquela coragem que só quem viveu bastante desenvolve. Os anos não são vistos como peso, mas como bagagem. Experiência não é limite, é diferencial. Eles erram menos por medo e tentam mais por consciência. Sabem que recomeçar não é voltar ao início, é avançar com mais sabedoria. Chamá-los de NOLT é reconhecer que envelhecer mudou. É afirmar que essa fase da vida não é sobre encerrar capítulos, mas sobre escrever os mais autênticos. Porque viver bem depois dos 60 não é exceção, é tendência”. Escrito por Selma de Oliveira.

O mentor Flávio Ferreira escreveu: “apesar de a expressão ser na língua inglesa, só vem sendo usada no Brasil. A ideia é boa, considerando que já não se fazem velhos como antigamente. Em parte pelo processo de juvenilização, um conceito introduzido por Edgar Morin (1973), que abordei em uma newsletter do início de 2025, falando sobre a infantilização de nossa sociedade. Também porque o estado geral de saúde da população mais velha vem melhorando. E não podemos deixar de mencionar o fato de que o contexto socioeconômico e o aumento da longevidade nos obrigam a seguir trabalhando. Ser NOLT parece mais moderno do que se enquadrar como geração prateada, maduros ou qualquer outro eufemismo suavizador da velhice. Claro que a expressão ainda preserva o estigma idadista, ao segmentar por idade, ainda que de forma positiva, mas seria querer muito que o preconceito desaparecesse da noite para o dia. E o que seria do marketing sem segmentações? Eu, que nunca gostei desses cortes ‘geracionais’, trabalho no sentido de contribuir para que a idade deixe de ser um marco diferenciador. Fico com o conceito de que mais idade significa, potencialmente, mais experiência e uma mente associativa mais eficiente (porque tem mais bagagem), mas como algo óbvio, natural e contínuo. As pessoas mais jovens perceberão isso com o passar do tempo. O idadismo é um preconceito que tende a diminuir organicamente, porque a famosa ‘pirâmide social’ da idade está se invertendo, e o que ainda chamamos de idosos será maioria”. Escrito por Flávio Ferrari, conselheiro consultivo, mentor e palestrante. Linkedin.com

Exatamente quando se fala em terceira idade, “essas pessoas dizem que estamos na melhor idade”. E, de toda sorte, todos nós chegaremos lá.

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