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Opinião

Saúde e força, para todos nós, em 2026

E o problema não são os brasileiros, que trabalham muito, e não se furtam de ir à luta. Esse não é o nó górdio que precisa ser desenrolado. É preciso ampliar os investimentos públicos na população brasileira, em saúde, educação, infraestrutura

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Ígor Dalla Rosa Müller
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Jornal Bom Dia

Vou reunir nesta última coluna de 2025 algumas ideias já publicadas, ao longo deste ano que finda, e, outras mais, para começar 2026 com os dois pés firmes no chão. Bem que a sociedade brasileira, cada um de nós, podia sentar no divã e encarar a própria realidade, fazer uma análise criteriosa, veias e peito aberto, coração pulsante, da vida como ela realmente é aqui, abrindo mão das cartilhas e padrões estabelecidos e do status quo.

Enfim, seria como passar a limpo o que aconteceu até aqui, reconhecer e valorizar os acertos, corrigir as falhas, deixar certos paradigmas e padrões para trás, buscar a humanização das regras, e seguir adiante para deixar as coisas um pouco melhor.

Olhando para o que está aí se percebe que a sociedade brasileira não caminha para algo mais elaborado, produtivo, pelo contrário, ruma para improdutividade, exaustão, falência por excesso de estímulos e falta da estrutura básica, desigualdade econômica e ausência de bem-estar, que, aliás, é algo, a cada dia, mais restrito e escasso, privilégio de minorias. E o problema não são os brasileiros, que trabalham muito, e não se furtam de ir à luta. Esse não é o nó górdio que precisa ser desenrolado. É preciso ampliar os investimentos públicos na população brasileira, em saúde, educação, infraestrutura.

A sociedade anda porque as pessoas precisam sobreviver e insistem em continuar, memo ante tantos desestímulos. No interior ainda se vive melhor que em cidades grandes, isso não tem comparação, porque qualidade de vida em cidades maiores se resume a ter muito dinheiro, o que não é a realidade do trabalhador brasileiro.

A gente está vendo uma guinada e protagonismo de algumas gestões públicas municipais, por exemplo, no Alto Uruguai, transformando recursos públicos em desenvolvimento humano, social e econômico, isto é, em serviços públicos para atender as necessidades da população, tendo em mãos orçamentos municipais apertados, de outro lado, crescimento desenfreado das necessidades locais, em função até de catástrofes climáticas, como ocorreu recentemente Erechim e região.    

Para complicar, o governo federal está concentrando e ampliando o controle dos recursos gerados via impostos no país, na esfera federal. Justamente, quando a fração local, do poder público, coloca em prática um modelo diferente do que sempre se fez no Brasil, ao investir o dinheiro público nas pessoas, famílias, empresas e colher avanços significativos, tendo em vista a nossa região. Não é por causa do Alto Uruguai, obviamente, mas assim está ocorrendo, ao invés de aumentar os repasses para os municípios, a União vai controlar ainda mais esses recursos que já são insuficientes.

Como já disse, o problema do Brasil não é ideológico, mas material, entender quem fica com a maior fatia do bolo, que hoje não é o brasileiro. E para justificar o injustificável há uma cultura que se empenha em desmoralizar a população fazendo dela indigna de quaisquer bens públicos ou privados. Este sistema existe, é real, e consumiu 42% do orçamento federal de 2024 com juros. É preciso derrubar o autoboicote, as barreiras ideológicas, que só fazem cegar, e fazer ecoar as demandas da população na estrutura política e econômica deste país. Saúde e força, para todos nós, em 2026.   

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