A tarde de terça-feira, 18, marcou um momento considerado histórico para os dez municípios que compõem a Região de Machadinho — Machadinho, Maximiliano de Almeida, Cacique Doble, Paim Filho, São João da Urtiga, São José do Ouro, Barracão, Sananduva, Tupanci do Sul e Santo Expedito do Sul. No CTG de Machadinho, foi oficializado o Certificado de Registro da Indicação Geográfica (IG) Erva-Mate Região de Machadinho, passo que simboliza um avanço para o território e para a cadeia ervateira do Rio Grande do Sul.
Durante a solenidade, o prefeito de Machadinho, Sidinei Lopes de Lima, destacou a relevância coletiva da conquista ao mencionar o trabalho conjunto realizado pelos municípios envolvidos e a nova etapa de fortalecimento que se inicia para a Indicação Geográfica. “Agora inicia-se uma nova etapa, na qual vamos trabalhar com dedicação para fortalecer ainda mais a Indicação Geográfica Erva-Mate Região de Machadinho e garantir que dela possamos colher excelentes frutos. Expresso aqui minha gratidão a todos que contribuíram e seguem contribuindo para essa história ervateira centenária que nos representa e nos identifica”, celebrou.
A programação iniciou às 13h30, com recepção ao público. Em seguida, às 13h40, Edna Maria de Oliveira Ferronatto apresentou a palestra “Qual a importância da Indicação Geográfica (IG) e a sua contribuição para o desenvolvimento da região?”. Às 14h10, Eliane Muller abordou “Novos desafios para as comunidades com Indicação Geográfica”. Já às 14h40, Leoberto Balbinot conduziu a apresentação oficial da IG Erva-Mate “Região de Machadinho”. O encontro encerrou às 16h10, com um coquetel de confraternização.
A certificação representa um avanço para a erva-mate produzida na área, ao valorizar a tradição local e reforçar a posição do Rio Grande do Sul no cenário nacional do setor. O reconhecimento inaugura um novo capítulo para a atividade, historicamente ligada ao desenvolvimento econômico e cultural da região.
A Região de Machadinho é reconhecida como um território de transição entre o Planalto Médio, o Alto Uruguai Gaúcho e os Campos de Cima da Serra. Conhecida no passado como “Região das Matas”, recebeu essa denominação pela forte presença de araucárias e pela abundância de erva-mate nativa em seu sub-bosque. Colonizada no início do século XX, teve sua identidade moldada pela extração e cultivo do mate, atividade que atravessou gerações e consolidou a reputação que agora recebe reconhecimento formal.