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Opinião

A sociedade brasileira está sendo desinformada sobre os juros, verdadeiro inimigo do Brasil

Os gastos com juros drenam os recursos públicos e privados do país, das empresas, trabalhadores, dos municípios, sem controle, sem fim, com quantidades cada vez maiores, sem previsão de parar, como se todos precisassem produzir para esta finalidade, como se fosse uma vontade divina, que não pode ser questionada, predestinada a ser assim indefinidamente até o fim dos tempos, no caso aqui dos brasileiros, sugando tudo até não sobrar mais nada, só terra arrasada e destruição.

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42,96% do orçamento federal foi com juros, o maior gasto disparado há anos e invisibilizado para a s
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Jornal Bom Dia

As informações que sempre chegam até nós é que os problemas econômicos do país, a questão fiscal, falta de dinheiro, sempre decorreram do excesso de gastos com a população, só que estes gastos nunca foram discriminados, pelo governo, detalhadamente. A percepção geral que ficou, e que ainda é muito disseminada, é de que somente a redução destes gastos vai salvar a economia do país. Outro problema é que nunca se fala em investimentos, no Estado como promotor do desenvolvimento industrial, comercial, agropecuário, enfim, incentivador das cadeias que compõem a economia do país.

É certo dizer que é preciso reduzir gastos. Sim, gastos, e não investimentos. Recursos aplicados em saúde e educação não são gastos, mas investimentos, porque a finalidade última do Estado é servir à população. Pelo menos é o que deveria ser. Gasto é tudo aquilo que não gera contrapartida para a sociedade como, por exemplo, os recursos queimados com os juros da dívida pública, que só aumentam o problema, geram mais dívida e arrocho para todos os setores do país. Esse é o gasto que deve ser reduzido, o maior deles, conforme os números oficiais, aquele que é o verdadeiro inimigo do Brasil: os juros. Esse é o maior gasto público, disparado, há muitos anos, superior a qualquer outro, que consumiu 42,96% do orçamento federal de 2024, de acordo com gráfico da Auditoria Cidadã da Dívida (ACD).   

Por que falar tanto neste assunto, neste gráfico do orçamento federal? Porque é busílis, é a essência da questão, o problema central, se está falando do montante de dinheiro produzido pela sociedade brasileira e o seu destino final. Simples assim. Reproduzir estas informações é vital por muitos motivos para todos nós, porque elas rompem com os entraves que acorrentam o Brasil de dar voos maiores, para além do padrão atual geral que produz mais concentração de renda do que desenvolvimento.

É necessário falar porque, com estas informações, retira-se a análise e a percepção sobre a realidade econômica do país de bases ideológicas, extremistas, desinformacionais, e as conduz para a autonomia, novas perspectivas, outros raciocínios e pontos de vista, que ensejam novas auroras, horizontes, transpõem os tabus e limites até então intocáveis. Tudo isso utilizando dados reais, concretos, oficiais do governo, que traduzem e mostram a verdadeira natureza dos recursos públicos do Brasil.

Obviamente que estas informações são completamente estranhas, refratárias, contrárias, à primeira vista, porque elas não encontram correspondência em lugar nenhum, elas não ecoam, não tem referências nos meios de informação (excetuando o Jornal Bom Dia), nas famílias, nas conversas de bar, nas escolas, cotidiano, porque foram invisibilizadas, deixadas imperceptíveis aos olhos da opinião pública, há décadas. Outro detalhe, para acessá-las, mesmo estando “disponíveis”, é quase impossível pelo grau altíssimo de dificuldades de toda ordem.     

Os números do orçamento federal da ACD possibilitam uma base sólida, técnica, para efetiva transformação e avanços na sociedade brasileira, porque descontroem tudo, e mais um pouco, que até então se entendia como problema. Eles trouxeram à tona a causa do subdesenvolvimento permanente do país, o gasto descontrolado com juros da dívida públicas, mesmo com tanta riqueza sendo produzida anualmente, ao longo das últimas décadas.

Os gastos com juros drenam os recursos públicos e privados do país, das empresas, trabalhadores, dos municípios, sem controle, sem fim, com quantidades cada vez maiores, sem previsão de parar, como se todos precisassem produzir para esta finalidade, como se fosse uma vontade divina, que não pode ser questionada, predestinada a ser assim indefinidamente até o fim dos tempos, no caso aqui dos brasileiros, sugando tudo até não sobrar mais nada, só terra arrasada e destruição.

A sociedade brasileira precisa ser informada desta realidade, destes gastos, e isso não está acontecendo, a população brasileira está sendo ludibriada, enganada, desinformada, e as consequências são desastrosas, prejudiciais para todo o país. Os grandes veículos de imprensa ajudariam sobremaneira nesta questão, se entrassem em campo, com toda a sua expertise. Não entendi ainda porque eles não estão abordando este assunto. É preciso ir além da política de esquerda, centro ou direita, e buscar os caminhos que, realmente, podem fazer a diferença para o futuro do Brasil e dos brasileiros.    

O problema do Brasil não são os brasileiros, que não se furtam de ir à luta e trabalhar, mas a má utilização dos recursos públicos com juros que não se transformam em escolas, hospitais, infraestrutura, ciência, cultura, segurança pública, inviabilizando empresas, novos negócios, crescimento econômico, privando milhões de pessoas de uma vida digna, com bem-estar e trabalho. Alguém perguntou como os brasileiros querem viver? Com certeza não é contando moedas e na miséria.     

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