Retomamos o assunto de nossa Coluna Espírita de 2022, considerando os questionamentos que recebemos acerca do assunto.
Em Deuteronômios, 18: 10-12, Moisés determinava sanções a todos os que invocassem os mortos.
Em primeiro lugar, podemos deduzir: se a comunicação com os Espíritos foi proibida é porque era possível...
Em segundo, devemos observar que havia duas Leis de que se servia Moisés para a condução de seu povo.
Uma, a Lei Divina, o Decálogo; outra, a chamada Lei Mosaica. Esta última, com fundamentos na primeira, fora elaborada para disciplinar a conduta dos hebreus durante o êxodo. Uma espécie de Constituição do Povo Hebreu, como nos afirma José Reis Chaves, autor da obra Reencarnação na Bíblia e na Ciência.
Moisés
Breve histórico
Àqueles que professam as religiões de matriz cristã, a história de Moisés não é estranha.
Ele tinha quarenta anos quando, ao ver um judeu sendo maltratado, em um impulso defendeu o irmão de raça, ferindo gravemente o egípcio.
Sentenciado à morte pelo faraó, Moisés fugiu para Midian, vivendo com a família de Jetro, um sacerdote judeu.
Na solidão do deserto, cuidando das ovelhas, Moisés refletia que os deuses egípcios jamais ajudariam os judeus e teve a certeza de que só poderia existir um único Deus, agindo sobre tudo e sobre todos indistintamente, como ensinava Abraão, que vivera cerca de 600 anos antes de sua época.
A fuga do Egito
Moisés, médium extraordinário, recebeu dos emissários do Cristo, Os Sagrados Mandamentos (O Decálogo) que, até hoje são referência de justiça no mundo todo.
Após árduas lutas, ele conseguiu conduzir seu povo até Canaã, a Terra Prometida.
Em muitas ocasiões, Moisés foi censurado pelos próprios pares, quando se deparavam com adversidades quase intransponíveis, a sofrerem com a sede, com a fome, jogando-lhes na face o erro por tê-lo seguido, preferindo que os tivesse deixado sob o jugo egípcio.
Como nos assinala o Antigo Testamento, em Números, 1:46, Moisés fora o responsável por conduzir 603.500 (seiscentas e três mil e quinhentas pessoas). Nesse número, não estão contadas mulheres e crianças; cifra que poderá atingir, no mínimo, um milhão de pessoas.
Sem dúvida, uma tarefa gigantesca, quase humanamente impossível.
Para consolidar o monoteísmo, era preciso ser forte, enérgico, disciplinador e amparado por uma força descomunal que só podia ter origem divina.
E essa origem traduziu-se pelas manifestações mediúnicas, as quais sempre acompanharam a Humanidade, como parte da própria Natureza do Ser, pois somos Espíritos vivendo uma experiência terrena.