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O papel do Biólogo e do Engenheiro Florestal na preservação do meio ambiente

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Biólogo Caio Bagnolo
Engenheiro Florestal Roberto Ferron
Por Carlos Silveira
Foto Arquivo pessoal

No último dia 6 de fevereiro celebrou-se a homenagem aos Agentes de Defesa Ambiental, ou seja, os responsáveis na linha de frente da conservação e proteção do nosso planeta.

Os Agentes de Defesa Ambiental desempenham um papel fundamental no monitoramento, na fiscalização e na implementação de práticas sustentáveis que garantem o equilíbrio e a saúde do nosso meio ambiente.

Eles são os responsáveis pela orientação pública, ensinando e inspirando comunidades a adotar práticas que preservam nosso ecossistema para as gerações futuras.

Por meio de esforços meticulosos, esses dedicados profissionais se envolvem em atividades que vão desde a análise técnica e vistorias de locais até a avaliação de impacto ambiental, sempre com o objetivo de assegurar a conformidade com as leis ambientais vigentes. A sua atuação é essencial na prevenção de danos à natureza, resultantes de ações humanas, e no combate à degradação ambiental.

O papel do Biólogo

 De acordo com o Biólogo, Mestre em ciência e tecnologia ambiental linha de pesquisa conservação dos recursos naturais e doutorando pela UFFS de Erechim, professor Caio Eduardo Messora Bagnolo, formado em Ciências Biológicas (Licenciatura) pela URI Campus Frederico Westphalen, o agente ambiental tem o conhecimento sobre ecologia da conservação ao qual pode atuar preservando as espécies, fiscalizando e atuando em diversas esferas possibilitando a preservação para as próximas gerações

 Os biólogos, garante ele, têm conhecimento em diversas áreas, sendo desde a microbiologia até o comportamento da fauna. “O biólogo consegue compreender os meios de sobrevivência das espécies, qual o seu papel na escala ecológica e o quanto de impacto cada espécie pode causar com o seu declínio ou aclive populacional”.

Para ele a pesquisa e a prática são dois processos que se complementam na profissão, pois sem a pesquisa não tem como haver a prática pois é na pesquisa que há o planejamento estratégico da prática

“Sou biólogo mestre e doutorando em conservação dos recursos naturais. Pesquisei os impactos que os pesticidas causam na comunidade de anfíbios e atualmente pesquiso sobre novas tecnologias de monitoramento da fauna”.

Caio garante que a pesquisa com pesticidas possibilitou concluir que fragmentos florestais de 400 hectares são insuficientes para proteger a comunidade dos anfíbios dos pesticidas, “coisa que se acreditava que eram capazes de reter esses agentes químicos. Foi detectado diversas anormalidades nucleares de eritrócitos, o que significa que essas anormalidades podem causar deformações estruturais e morfológicas e impossibilitar os espécimes a atingir a fase adulta. Isso é importante pois demonstra que a água que chega até nossas casas está contaminada”.

Quando questionado sobre o futuro da flora no planeta, Caio argumenta que a curto prazo é impossível projetar algo sobre como será, pois nenhum estudo é feito e concluído a curto prazo. “Porém as pesquisas a longo prazo demonstram que estamos em um processo de extinção em massa, a qual as espécies estão desaparecendo causando um grande desequilíbrio ambiental. Esse processo de extinção é causado pelas atividades antrópicas como expansão agrícola, industrialização, urbanização, poluição e aos pesticidas e agentes químicos diversos no solo e na água”, garante.

Mas, e para reverter? O biólogo afirma que para reverter esse processo, é necessário rever as políticas ambientais, intensificar e proteger a agricultura familiar, planejamento urbano, políticas de preservação ambiental nas escolas e rever o uso de materiais descartáveis.

Engenheiro Florestal

Para o Engenheiro Florestal, Construtor de Florestas e Agente de Defesa Ambiental, Roberto Ferron, é de suma importância saber as diferenças entre preservação, conservação, e exploração do meio ambiente. “Preservar é manter a área intacta, usando-a somente para contemplação, estudos e pesquisas. Conservar é usar os benefícios da natureza com sustentabilidade, sem destruí-la, perpetuando seu uso econômico e ambiental. Explorar é o uso desmedido e predatório, é destruir as diversas formas de vida que compõe os ecossistemas”.

 

“Eis o grande dilema do ser humano, achando-se supremo, mais inteligente que os animais e demais formas de vida. Muitas civilizações sucumbiram por explorar seus recursos naturais de forma desmedida, predatória, a qualquer custo. E como se diz “a natureza cobra ou se vinga”!

Para lidar com as benesses da natureza, de onde tiramos o sustento humano, seja no alimento, abrigo, bem-estar, Ferron destaca que se criou diversas profissões que tem sua origem no uso, conservação e preservação dos recursos naturais. Há profissão mais voltadas a preservação, e outras com foco na conservação, e usos racional dos recursos naturais.

 

Neste processo, o desempenho da função de “agente de defesa ambiental” está ligado aos profissionais das ciências florestais, biológicas e agronômicas. Pois, são profissões voltadas ao meio ambiente, lidando diretamente com os elementos essenciais a vida: luz, água, terra, ar. “A vida sobre o planeta terra floresceu graças a sinergia destes elementos fazendo com que surgissem as diversas formas de animais e vegetais. Neste contexto estamos nós os humanos, que ocupamos o planeta, e nos impomos perante animais e vegetais”.

Nesta correlação o Engenheiro Florestal é um(a) profissional de nível superior, preparado(a) para planejar, projetar, executar, analisar, gerenciar e monitorar planos de manejo racional dos Recursos Naturais Renováveis, quais sejam as florestas naturais e plantadas, os recursos hídricos, a fauna silvestre, os solos florestais e o ar. Portanto, com atuação em vertentes fundamentais da Vida sobre a Terra, observando preceitos Ecológicos, Econômicos e Sociais em suas decisões, com a geração de benefícios permanentes à sociedade.

O Engenheiro Florestal desenvolve projetos de exploração consciente dos recursos naturais e florestais com a tentativa de minimizar ao máximo os impactos negativos. A profissão exige conhecimento acerca das espécies florestais e dos ecossistemas no geral, além do contato direto com a natureza, para tanto:

-1º) Estuda e promove a exploração sustentável de recursos florestais;

- 2º) Usa produtos florestais na pesquisa e desenvolvimento de tecnologias: processos de produção de madeira serrada, móveis, celulose, papel, bioenergia, painéis de madeira, carvão e obtenção de resinas, óleos essenciais, entre outros produtos extraídos da floresta;

- 3º) Avalia o potencial de ecossistemas florestais e planeja seu aproveitamento sempre levando em consideração a manutenção do equilíbrio dos ecossistemas e do bioma;

- 4º) Encarrega-se da seleção de sementes e mudas de plantas, identificando, classificando espécies vegetais e procurando melhorar suas características, analisando as condições necessárias à sua adaptação ao meio ambiente;

- 5º) Elabora e acompanha projetos de preservação de parques e de reservas naturais e cuida de fazendas de reflorestamento;

- 6º) Gerencia a produção de mudas, planeja a plantação e faz pesquisas voltadas ao melhoramento genético das espécies, em parceria com profissionais de biotecnologia;

- 7º) Recupera áreas degradadas, cuida da arborização urbana e avalia o impacto ambiental de atividades humanas em uma determinada área;

- 8º) Faz, ainda, vistorias, perícias e avaliações, emitindo laudos e pareceres.

 

O que se pode fazer para a proteção e conservação do meio ambiente

“Hoje não se pode querer fazer políticas públicas se não pensarmos nas três vertentes da sobrevivência, a ambiental, econômica e social. Certas ações não se sustentam mais, como somente focar no econômico, não pensando no social e ambiental e ou vice-versa, pois todas tem que funcionar em sintonia. A minha, a nossa, e atua casa chama-se planeta terra!”.

Ferron garante que para toda a ação, há uma reação. Se pensarmos que uma queimada de campo, floresta ou lixo somente vai afetar aquela espaço ou local, é um ledo engano. A fumaça contaminada com CO2 e outros gases, além de poluir o ar vai causar o famoso “efeito estufa”. Desde a era industrial, lançamos trilhões de gases nocivos ao ambiente, cujas partículas pairam na atmosfera evitando que a radiação solar se dissipe, assim nossa casa – a terra, virou uma estufa. A nível global a temperatura da terra aumentou em 0,5%. E os estudos mostram que se não houver a redução nas emissões dos GEE – gases de efeito estufa, o aquecimento chegará a 2,5%, causando grandes catástrofes para o planeta, e por conseguinte para todas as formas de vida, incluindo a humana. Estes efeitos já estão em curso, e estamos sentindo na pele.

 Vide as inundações recentes no RS, os incêndios nos EUA, que varreram cidades na California, e as ondas de calor neste verão. Como consequências, perdas humanas, perdas de safras e na produção agrícola e florestal, perdas na economia de municípios, estados e até países. E em pleno século XXII guerras acontecendo por interesses puramente econômicos entre nações, caso da Rússia e Ucrania.  Já diz aquela velha máxima “quem não conhece, não ama”!

“A principal atitude para a manutenção da vida sobre a terra é a educação. Educar as novas gerações. Esta geração que está vindo tem mais preocupação e respeito com o meio ambiente, do que as anteriores e a minha. Hoje as crianças têm consciência apurada, porque aprendem na escola como “não jogar lixo no chão”, “não danificar as flores e plantas”, “não matar os passarinhos”, “que fumar é pernicioso ao próprio corpo”, “que não devemos destruir as florestas e poluir os rios”, “não causar sofrimento aos animais”, dentre outros exemplos”. No meu tempo de menino, a diversão era “ter um bodoque, e sair caçando passarinho, jogar bola nos campinhos de terra, andar de carrinho de rodas, jogar bola”. Nada de drogas, nós éramos felizes!

 

 

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