Na foto: Patrulha Ambiental (Patram) desarma cativeiro ilegal de galos em Erechim - RS. As rinhas de galo no Brasil foram proibidas há décadas via decreto federal 24.645/1934, por ser esta prática causadora de maus tratos aos animais. Isso não foi suficiente, e há frequentes denúncias de maus-tratos a esses animais no Brasil. Toda essa dinâmica cruel, vale lembrar, é tida como contravenção na maior parte dos países, embora ainda venha ocorrendo na clandestinidade, por estar incrustada na cultura de vários povos, o que é lamentável.
Um pouco da terminologia dos promotores das rinhas de galos:
- "Batida": luta de treinamento, em que se aprecia a capacidade de cada ave.
- "Batoque": a espora do galo, quando ainda não desenvolvida; designa também um aparelho que se usa para proteger os galos durante as lutas.
- "Bode": o galo que possui crista de serra, como os galos de terreiro. Em geral, galos com esse tipo de crista são de origem bankivoides.
- "Botoqueira": buchas que vão na espora dos galos nos treinos.
- "Botada": cotejamento que os animais fazem, como que se estudando, na rinha.
- "Galista": o criador e preparador de galos de briga, ou a pessoa que guia um dos animais durante a rinha.
- "Mutuca": termo pejorativo que designa os galos ordinários, usados nas rinhas.
- "Mutuqueiros": os neófitos em rinhas.
- "Papilheiro": o galo que ataca o adversário mais na papilha, que seria a pele vermelha, pendente da parte de baixo da cabeça da ave, do queixo, do bico de baixo.
- "Palhaço": galos que servem para treinar outros galos.
- "Pua": termo do sul do Brasil que define a espora artificial colocada nas patas dos galos, com fins de conferir mais e igual letalidade aos combatentes, eliminando a vantagem natural de unhas grandes, num ou noutro.
- "Tucado": termo usado quando um galo fica nocauteado, isto é, perde os sentidos.
Obs.: o Creative Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre luta de galos.