O preconceito social é uma triste realidade que permeia a sociedade brasileira. Segundo levantamento do Datafolha, 30% dos brasileiros sofreram discriminação por conta de sua classe social. Tal representação é perceptível no longa-metragem A baleia, vencedor de prêmios importantes como o Oscar.
No filme, o personagem Charlie, representa claramente uma das vítimas que sofre com a separação e a discriminação por um determinado grupo, seja pela situação econômica, nível de escolaridade ou renda, o que está muito presente na sociedade atual desde os primórdios. Mas, será que o preconceito social não é um reflexo das desigualdades econômicas presentes no Brasil?
Atualmente, o Brasil ocupa o 8º lugar no ranking de países com maior desigualdade no mundo, de acordo com a ONU. Isso reflete diretamente as camadas internas da sociedade prejudicadas pela falta de oportunidades de emprego, educação, marginalização e exclusão. Tudo isto, afeta os direitos básicos desses indivíduos.
Além disso, com o avanço da tecnologia a influência das redes sociais auxiliou o aumento de estereótipos e exclusão social. Por sua vez, parece estar enraizado no contexto social atual e abordado com naturalidade pelas pessoas.
Para combater o preconceito social, é necessária uma resposta em conjunto da sociedade, por meio da educação e de políticas públicas adequadas à igualdade e inclusão social, a fim de construir uma sociedade mais justa e igualitária para todos. Ou será que pretendemos ficar durante muito tempo na mesma posição mundial?