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Novo cálculo do ICMS do sistema de integrado de produção preocupa a AMAU

Em audiência na Assembleia Legislativa, presidente de associações do RS, representando 300 municípios, apresentaram o impacto de tal medida, que pode inviabilizar pequenos municípios

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Na Assembleia Legislativa, presidentes das associações dos municípios do RS, entregaram a pauta de r
Na Secretaria Estadual da Fazenda, foram recebidos pela titular da pasta, Priscila Santana
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

O presidente da AMAU, Marcelo Arruda, participou da reunião com a Comissão da Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira, dia 18, em Porto Alegre, juntamente com a Famurs e outras associações de municípios do RS. 

O tema abordado é algo que vem preocupando em torno de 300 municípios gaúchos, que irão perder cerca de R$ 200 milhões de arrecadação nos próximos três anos (2024, 2025 e 2026), caso a Secretaria da Fazenda do RS, mantenha a decisão de implementar a redução do valor adicionado do ICMS para a avicultura e suinocultura, já que as entradas para produtores advindas de empresas, nunca foram debatidos. Com o novo sistema, esses valores serão redistribuídos nos 497 municípios gaúchos, o que representa muito pouco, já que o ICMS é concentrador e 30 cidades ficam com 45% do montante. 

O presidente Marcelo Arruda relata que os parlamentares foram sensíveis ao pleito da FAMURS: “caso não ocorra a mudança, irá inviabilizar os pequenos municípios. Só na AMAU, 26 dos 32 serão impactados, o que trará reflexos terríveis. Quem ajuda os pequenos produtores são os municípios, caso contrário esses empreendimentos não acontecem”. Além disso, também destaca o papel importante da vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputada estadual Delegada Nadine e do secretário de Desenvolvimento Rural do RS, Ronaldo Santini.

Alerta para o que irá ocorrer, caso se mantenha essa decisão: “A medida vai gerar diminuição de investimentos. Os municípios não irão mais apoiar, pois não terão recursos para financiar estes pequenos produtores, desestimulando os jovens de permanecer no meio rural. E o efeito cascata desta decisão irá diminuir a arrecadação, impactando nos investimentos de educação e saúde”, salienta Arruda.

As associações dos municípios do RS, por meio da Famurs, reforçam que o sistema integrado não gera apenas arrecadação, mas também o desenvolvimento socioeconômico nos municípios gaúchos. A maioria dos produtores integrados, são de pequenas propriedades, abaixo de 15 hectares: “Precisamos a retirada dos débitos das entradas de animais no sistema integrado, já que os municípios fornecem incentivos como terraplanagem, cercamento sanitário, isenção de taxas ambientais e apoio financeiro para construção das pocilgas e aviários”, finaliza Arruda.

Após a audiência na Assembleia Legislativa, a comitiva das associações dos municípios e a Famurs, acompanhados da vice-presidente da AL, deputado estadual Delegada Nadine e do secretário de Desenvolvimento Rural do RS, Ronaldo Santini, foram recebidos na Secretaria Estadual da Fazenda, pela titular da pasta, Priscila Santana, onde foi novamente intensificado o pedido, para ser revisto o cálculo do valor adicionado do ICMS para a avicultura e suinocultura e mostrando a situação que os municípios ficarão, caso não ocorra esta mudança. No Alto Uruguai, a redução na arrecadação, caso permaneça em vigor, varia de 0,1 a 48%.

 

 

 

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