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Investimento em horto medicinal impacta na saúde física e emocional da população

A chamada Farmácia Viva resgata uso de plantas com cunho terapêutico e coloca o município de Cruzaltense na rota de espaços integrativos abertos à comunidade

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Por Gracieli Verde
Foto Divulgação

Uma área de 3,5 mil metros quadrados no município de Cruzaltense está chamando a atenção da comunidade com cinco mandalas formadas com plantas medicinais de diversas espécies. Este é um projeto que vem sendo executado há sete meses e será oficialmente entregue à comunidade no sábado, 29, com inauguração a partir das 9 horas.

O prefeito de Cruzaltense, Joarez Luis Sandri, explica que o trabalho tem sido realizado com recursos acessados por meio do governo do Estado, com foco para projetos de apoio à saúde mental.

– Isso tem feito parte de um resgate das plantas medicinais e árvores frutíferas. Certamente é um espaço que se destaca pela diversidade de plantas – pontua Sandri.

Esta é uma ferramenta por meio da qual será possível associar práticas integrativas complementares ao Sistema Único de Saúde local. Com apoio e integração de todas as secretarias municipais – em especial a de Saúde –, a Emater/RS-Ascar foi responsável pelo projeto e pela estruturação do espaço, conforme a extensionista rural e chefe do escritório municipal, Angélica Albrecht Gazzoni.

– O formato de horto em mandala, formando a Farmácia Vida, tem funcionalidades que facilitam a integração dos visitantes ao espaço, bem como as explicações sobre as propriedades medicinais das plantas. Em cada mandala é abordado um sistema do corpo humano, com chás e ervas que contribuem para este bom funcionamento – resume a extensionista rural.

Nestes círculos são inclusas plantas que tratam e/ou previnem questões relacionadas ao sistema cardiovascular e respiratório, sistema digestório, gênito-urinário, sistema nervoso central e músculo-esquelético. Ainda existem espaços com ervas para fortalecer a imunidade, outras que são alimentícias, as condimentares, flores comestíveis, repelentes, para pele, vermífugas, entre outras.


Espaço sensorial

Em tempos em que a saúde mental está cada vez mais em foco e as pessoas mais ligadas nas telas, experiências sensoriais com elementos da natureza auxiliam para gerar bem-estar e relaxamento. Por isso, um espaço sensorial também faz parte do projeto.

–  Ali os visitantes podem transitar por um bosque de pés descalços e com olhos vendados, a fim de estimular o uso dos cinco sentidos. É uma experiência a mais com o horto – assinala Angélica.

Além disso, são integrados neste espaço pessoas que precisam de suporte terapêutico para transtornos como depressão e ansiedade, aliando inclusive o uso das plantas e ensinando como podem usufruir dos seus benefícios.

– Já é ancestral o uso de plantas medicinais. O que estamos fazendo é potencializar e esclarecer as formas de uso, os benefícios, como forma de incentivo. As agentes municipais de saúde também estão sendo capacitadas para mostrar o local aos munícipes. Já temos fila de espera para realizar visitas – revela.

Segundo Angélica, dar visibilidade para as plantas medicinais cria uma percepção de maior relevância deste tema, fator importante para a saúde de forma geral. “Os impactos na comunidade já são positivos. Vemos as pessoas valorizando mais plantas que, até então, nem se conhecia a finalidade”, acrescenta.


Geração de produtos considerados fitoterápicos
Essa infinidade de plantas também permite que outros produtos possam ser gerados para a comunidade, de forma a potencializar o uso de diversas formas e conforme a aplicação mais adequada. Por isso, também está sendo viabilizado um laboratório com estrutura para preparar itens como gel repelente, sais fitoterápicos, almofadas terapêuticas, entre outros formatos. A ideia é que também se possa fornecer para as pessoas extrato seco de plantas, tinturas, óleos essenciais, sachês de ervas, além de uma lista de possibilidades.

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