A pitaya, também conhecida como fruta-dragão está cada vez mais popular no Brasil. A fruta com diversas variedades é da família dos cactos e possui uma bela flor que a deixa ainda mais encantadora. Na região do Alto Uruguai, a família Cavalli, de Itatiba do Sul, planta a fruta há sete anos e encontraram nela também uma forma de renda. São poucas as famílias que cultivam a fruta, José Cavalli conta que conheceu a pitaya quando participou de uma feira. “Nessa feira decidi pegar uma muda de pitaya para plantar em casa, com o objetivo de ser usada para consumo familiar”, conta.
Busca por conhecimento
Como José já tinha conhecimento de produtos orgânicos, passou a trocar informações sobre o cultivo também da pitaya. O agricultor então foi convidado para fazer um curso de especialização sobre Processos e Produto Criativo, por meio da Universidade da Federal da Fronteira Sul – UFFS. “Isso foi no início de 2020, e como já não vencíamos comer a nossa produção em casa, decidi ter a produção para vendas. Esse curso então fiz pensando nos negócios da família e investi na especialização no campo das frutas, visando a pitaya.
Nesse processo, José realizou pesquisa nos três estados do Sul do Brasil, com produtores tendo duas linhas: a produção orgânica e a produção alternativa. “Me reconheci na produção orgânica e como temos a certificação na propriedade com outros produtos, decidimos que a plantação de pitaya seria assim também”, relata.
Safra 2023
A colheita da pitaya iniciou na primeira semana de fevereiro e deve seguir até maio, com cerca de 15 floradas. A expectativa, de acordo com José, é colher cerca de 3 toneladas da fruta. Na última semana, o prefeito de Itatiba do Sul Valdemar Cibulski, acompanhado da secretária de Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente Elisa Stringhini esteve visitando a propriedade da família Cavalli e acompanhou o início da colheita.
O prefeito convidou a população para que acompanhem e degustem as frutas produzidas pela família na feira do município que acontece no fim de março. “O governo de Itatiba do Sul se compromete a divulgar e levar para outros municípios essa experiência e conhecimento para que mais pessoas conheçam os produtos da família”, frisa Polaco.
Para o agricultor José, o conhecimento da fruta será o diferencial para popularizar seu cultivo na região. “As pessoas precisam saber mais sobre a pitaya e provar as da região, isso porque muitos provam as que vem de fora que são colhidas ainda verde, o que muda totalmente o gosto. A nossa região tem o clima propício para a fruta ser colhida muito saborosa”, finaliza.