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Municípios sofrem com a falta de chuva

Jornal Bom Dia inicia série de reportagens sobre a situação da região devido à estiagem. Confira como estão Cruzaltense, Barra do Rio Azul, Campinas do Sul e Barão de Cotegipe

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Por Natiele Dias Torres
Foto Divulgação

A falta de chuvas regulares na região do Alto Uruguai está causando alerta em diversos municípios. Recentemente Benjamin Constant do Sul decretou situação de emergência devido a estiagem, além deste, outros 43 municípios de diferentes regiões do Rio Grande do Sul também fizeram o pedido ao Governo do Estado. A reportagem do Jornal Bom Dia está em contato com os municípios da região para verificar a situação de cada um.

Cruzaltense

No município de Cruzaltense há pelo menos 46 dias que não são registradas chuvas expressivas. Como relata o engenheiro agrônomo da Emater de Cruzaltense André Gazzoni, as últimas chuvas significativas foram na última quinzena de novembro.

A cultura do milho, como relata, é a mais afetada, com perdas superiores a 70% em relação a expectativa de rendimento de grãos na semeadura. A soja, explica, ainda é cedo para estimar os danos causados pela estiagem, “porém, se voltar a chover nos próximos dias, a soja tem chance de recuperar boa parte das perdas”, expressa o engenheiro.

Em relação a atividade leiteira, André conta que esta é mais uma área muito afetada pela estiagem. “Como depende da boa condição das pastagens e do milho para a elaboração da silagem que irá compor a alimentação dos animais e ambos estão cm problemas devido a estiagem, o agricultor gasta mais para produzir leite através da substituição destes alimentos por ração e complementos alimentares”, relata o engenheiro. A estimativa é de aproximadamente 30% de pernas na produção leiteira mensal no município.

Barra do Rio Azul

No município de Barra do Rio Azul, nos últimos dois meses choveu metade do esperado para a época. De acordo com o chefe do escritório da Emater Jair Zorzanello, o esperado para novembro e dezembro seriam cerca de 300mm de chuva generalizada, porém choveu 150 mm em áreas localizadas.

A perda estimada no município, devido a estiagem, é de aproximadamente R$ 18 milhões. No milho, a estimativa é de mais de R$ 7 milhões, totalizando 40 %, no milho de silagem a perda estimada é de mais de R$ 3 milhões sendo cerca de 35%. Na soja, como explica Jair, o maior problema foi na geminação da soja devido os dias secos, a perda é de mais de R$ 2 milhões sendo cerca de 10%. Nos citrus, o total passa de R$770 mil, totalizando 35% da produção. Em relação a produção leiteira, o montante de perda pode ultrapassar R$ 2 milhões.

O diretor da Emater ainda relata que os açudes e rios também estão abaixo, prejudicando também a produção de peixe.

De acordo com o prefeito Marcelo Arruda, a situação no município é de alerta. A Emater está realizando o levantamento nas propriedades, e caso não haja chuvas consideráveis nos próximos dias a administração municipal pode decretar situação de emergência devido à estiagem.

Campinas do Sul

Em Campinas do Sul, conforme informa o secretário de Agricultura Dimorvan  Potrich, o município necessita de chuvas urgente, pois está no momento definitivo para a cultura do milho. “Caso não haja chuvas nos próximos sete dias praticamente estará perdido o ano, restando apenas lavouras que estão na irrigação”, relata Dimorvan.

As últimas chuvas significativas em Campinas do Sul foram no mês de outubro. Na última semana até foram registradas chuvas em algumas regiões do município, porém, como explica o secretário, algumas áreas tiveram 5mm enquanto outras 15mm, sendo um baixo volume.

As lavouras de soja estão em fase de crescimento e início de floração, essas ainda não se pode contabilizar perdas significativas, mas alguma perda já existe, explica.

“A pecuária leiteira está também passando por um período muito difícil, pois as pastagens estão com dificuldade de rebrote das culturas específicas para pastoreio. Também, agora as silagens da cultura do milho estão sendo colhidas com pouco grão e baixo volume de matéria verde”, explica Dimorvan.

Barão de Cotegipe

Até o momento, o município de Barão de Cotegipe é o que se encontra em uma situação mais estável. Como explica a administração municipal, parte da cidade teve chuvas suficientes para a produção de milho e soja.

Já a região oeste de Barão de Cotegipe, onde faz divisa com Ponte Preta é onde o quantitativo de chuva foi menos elevado, o que prejudica a produção agrícola. Mas, até o momento, a situação não sinaliza preocupação, segundo a prefeitura.

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