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Classificadora de frutas chega para somar em São João da Urtiga

Com a separação no município, o custo de produção ficou mais barato e ainda vai poder beneficiar toda a região

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Por Natiele Dias Torres
Foto Joi Zamboni

Uma fruta é uma ótima opção para o café da manhã, um lanche da tarde ou até mesmo para compor o prato no almoço ou jantar. Devido ao clima, o Rio Grande do Sul tem a capacidade de produzir espécies temperadas, subtropicais e até tropicais. De acordo com a Radiografia da Agropecuária Gaúcha de 2022, divulgado pelo Governo do Estado, a fruticultura ocupa aproximadamente 135 mil hectares, cultivados por cerca de 40 mil famílias.

Em São João da Urtiga, uma associação de produtores de frutas deu um passo a mais na produção. Com a instalação de uma classificadora, a cooperativa Asfruti reduziu os custos e o tempo de preparação para enviar os produtos. Ronivan Miola, um dos sócios e produtor de frutas, conta que a cooperativa surgiu devido aos altos custos que os produtos tinham para serem classificados. “A gente mandava as frutas para a Serra Gaúcha, e devido ao transporte, preço do combustível, mais a demora, acabava não sobrando muito para suprir os custos”, lembra.

Foi então que com o auxílio da administração municipal de São João da Urtiga, foi construída a classificadora de frutas. Dessa forma, os cinco produtores sócios, não precisam mais enviar as frutas para serem classificadas em outras regiões, gerando mais facilidade, economia na produção e agilidade. Ao todo cada produtor colhe cerca entre 5 e 10 toneladas de fruta por estação.

Produção

A produção feita em São João da Urtiga é enviada também para Santa Catarina e Rio de Janeiro, além do consumo regional. O envio para outros estados é possível devido a classificação ser feita no município. “Nós vendíamos lá antigamente, mas era muito caro o valor da classificação e transporte e agora é mais fácil por ser produção totalmente local”, frisa o produtor.

Além disso, o tempo de entrega em outras regiões do Brasil diminuiu, isso porque, como explica Ronivan, como a região Norte do Estado tradicionalmente as temperaturas se elevam antes que na Serra, faz com que a produção chegue mais cedo para outros estados. “Nossa região produz antes da Serra Gaúcha, então nosso ganho é maior porque pegamos os mercados desabastecido. Por exemplo, a maçã é uma fruta precoce devido ao calor da região vem antes”, conta Ronivan.

A classificadora

Para ser feita a classificação, o produto entra na máquina em uma ponta, passa por uma esteira, onde é limpo e depois vai para a sua classificação específica. As frutas também passam por uma balança e assim são classificadas de acordo com o peso em tamanhos do pequeno ao extra grande.

Ajuda para a região

Atualmente quem utiliza da classificadora são os cinco sócios da cooperativa, que levam os produtos com seus veículos próprios e contam com uma ajuda em época de temporada. Mas, de acordo com Ronivan, a expectativa é que futuramente a região se beneficie com a classificadora. “Os produtores da região que hoje em dia levam para a Serra, ano que vem podem vir a classificar conosco. Como é perto vamos conseguir fazer um preço mais em conta e assim vai se tornar mais rentável para a região”, finaliza.

De acordo com o vice-prefeito de São João da Urtiga Cleumir Pasinato, esta classificadora é muito importante para a região. “Essa cooperativa foi uma parceria entre prefeitura e associação de agricultores e para nós é muito importe. As frutas eram enviadas par outros lugares para serem classificadas, e assim, toda a região pode vir classificar em São João da Urtiga e será possível classificar frutas o ano todo, cada uma de acordo com sua estação”, relata.

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