Na tarde de quinta-feira (25), foi lançada oficialmente a Escola da Amau, Educação e Gestão. O intuito da escola é tratar sobre temas diversos, em conjunto com os municípios da região pertencentes à Associação dos Municípios do Alto Uruguai (Amau), o primeiro encontro contou com a presença de representantes de toda a região e lotou o anfiteatro da Uri Erechim.
O presidente da Amau, prefeito de Getúlio Vargas, Maurício Soligo, fez a abertura da aula e contou que a ideia da criação da escola se deu ao pensarem em formas de passar e trocar experiências sobre assuntos recorrentes nos municípios da região. O primeiro assunto tratado foi o autismo.
O presidente frisa que a escolha do tema foi devido ao aumento de diagnósticos de autismo na região, e com o intuito de capacitar os profissionais que trabalham diretamente com as crianças, sejam professores ou funcionários da saúde. “Nós, enquanto prefeitos, precisamos dar uma resposta para aquelas demandas que surgem no nosso município”, enfatiza Soligo.
Antes do início da explanação do assunto, foi descerrada a placa que cria a Escola da Amau, o ato simbólico marcou o início das atividades do grupo. A placa vai ficar exposta na sede da Amau em Erechim. O descerramento da placa comemorativa ao ato foi feito pelo presidente da AMAU Mauricio Soligo; 1º Vice-presidente, Nilton José Valentini; 2º Vice-presidente, Claiton dos Santos Brum; prefeito de Erechim, Paulo Polis, município sede da Escola, diretor geral da URI Erechim, Paulo Giollo, instituição de ensino parceira e apoiadora do projeto; e a representante do TCE, Cleonice Pituco
A aula Magna, teve como tema, “Autismo e suas especificidades – Acolhendo e Incluindo”, essa foi a primeira aula, sendo que, mais módulos abrangendo especificidades do tema ainda vão acontecer. O tema foi tratado pela fonoaudióloga Susan Stroiek, pela psicóloga especialista em autismo Marciele Devaliere e tambéma psicopedagoga clínica especialista em autismo Neiva Sabedot.
Dados
Logo no início da explanação, as profissionais trouxeram o dado de que 1 a cada 30 pessoas possuem o diagnóstico de autismo, “ou seja, em nossas salas de aula pelo menos uma criança tem a chance de ter autismo e precisamos estar preparados para saber estimular elas”, comenta a fonoaudióloga Susan. Os dados se referem aos Estados Unidos, isso porque o Brasil vai começar a coletar dados sobre autismo pela primeira vez pelo censo do IBGE 2022.
Sinais
A psicopedagoga Neiva, frisa que o autismo não se cura, mas se compreende, isso porque não é uma doença, mas uma condição. A profissional ainda destaca os sinais que os pais devem ficar atentos para um possível diagnóstico, que são:
- Ausência do contato visual
- Ausência de balbucios e fala sociais
- Não responde pelo nome
- Pouco interesse em compartilhar objetos
- Falta de reciprocidade social
- Dificuldades sensoriais
INSCRIÇÕES
O 1º Módulo com o tema “Autismo e suas Especificidades - Acolhendo e Incluindo” terá uma carga horária de 36 horas e as inscrições iniciam no dia 26 de agosto, na AMAU, com vagas limitadas. O curso é gratuito e as aulas serão ministradas na URI Erechim, a partir de 16 de setembro, com início às 14h e término às 20h.
O público-alvo está direcionado para profissionais da educação (diretores, coordenadores, professores, fonoaudiólogas escolares, psicólogas escolares, assistentes sociais escolares) da educação infantil e ensino fundamental anos iniciais.