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Solenidade homenageia Pracinhas de Gaurama

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Ato destacou a participação de quatro soldados do município que integraram a Força Expedicionária B
Alunos da Escola Libano Alves de Oliveira apresentaram o histórico de cada um dos combatentes locais
Espaço no Museu Municipal Irmã Celina Schardong foi aberto com fotos e artefatos utilizados no confl
Por Ascom
Foto Divulgação

Solenidade ocorrida na manhã de quarta-feira (5), marcou o reconhecimento do município de Gaurama à Força Expedicionária Brasileira (FEB), através de uma homenagem a quatro famílias de combatentes locais que lutaram contra o Nazismo durante a Segunda Guerra Mundial, na Itália, todos já falecidos.

Além do ato, um espaço junto ao Museu Municipal Irmã Celina Schardong foi aberto ao público com fotos e artefatos que foram utilizados no conflito e trazidos pelos combatentes, cedidos pelas respectivas famílias. Foram eles: Ignácio Kaszewski, Wasclavo Szczepanik (Wasco), Hans Augusto Detsch e Luiz Mariani.

O evento aconteceu junto ao auditório da Câmara de Vereadores, com a presença do prefeito Leandro Márcio Puton e do presidente do Legislativo, André Andrioli, da coordenadora de Cultura, Gladis Helena Wolff, do presidente da Associação Nacional dos Reservistas (ANR), Luiz Ademir da Rosa, familiares homenageados e contou ainda com a participação de autoridades, estudantes e convidados.

 

ANR

O presidente da ANR, Luiz Ademir da Rosa iniciou os discursos destacando a importância da participação brasileira no desfecho da Segunda Guerra Mundial, cujo reconhecimento é visto em solenidades na Itália em locais que foram libertados das tropas nazistas, onde até hoje se entoam os hinos Brasil e da Força Expedicionária. Segundo ele, “além da coragem e determinação dos nossos soldados durante o conflito, o espírito de compaixão, quando partilhavam, ou mesmo doavam o pouco que tinham com os moradores famintos, foram elementos que eternizam o reconhecimento e respeito por nossos heróis pela população italiana e, logicamente, os quatro gauramenses assim o fizeram”.

Da Rosa parabenizou ainda a iniciativa do município em perpetuar a história da FEB na memória da população através da homenagem dedicada a estas famílias.

 

Coragem, sofrimento e vidas

Na sequência, o prefeito Leandro, em seu pronunciamento, disse que “um povo sem história é um povo sem memória”. Segundo ele, o Museu Municipal, instalado à custa de muito trabalho e dedicação, é a prova de que a história, a cultura e a tradição permanecerão na memória de seus munícipes. Quanto à Segunda Guerra Mundial, a vida moderna é um reflexo do resultado deste conflito. Destacou que mesmo o Brasil não tendo o treinamento e as condições necessárias, as pressões políticas e a necessidade de enfrentar o avanço do inimigo não deram outra opção ao país senão a de se unir aos aliados e enviar os soldados da Força Expedicionária Brasileira à Europa, tarefa que foi cumprida ao custo de muita coragem, sofrimento e de muitas vidas que foram perdidas nas batalhas em que participaram.

 

Legado à humanidade

“A vitória só foi possível graças a eles” disse o prefeito. “O mundo livre de hoje foi o resultado deste esforço e não podemos deixar que seja esquecido. É através do estudo e do conhecimento que se entende o conflito muito além da questão bélica, mas o que ele representou para a cultura e reflexo para a sociedade”.

Por fim, a professora e historiadora Gladis Wolff também destacou o mérito dos soldados gauramenses e visivelmente emocionada parabenizou os familiares homenageados pelo legado à humanidade que cada um deles deixou e pelas conquistas que obtiveram durante e no final do conflito.

 

Bella Ciao

Estudantes da Escola Libano Alves de Oliveira apresentaram o histórico de cada um dos combatentes locais e ainda houve a apresentação de alunos que cantaram a música Bella Ciao (Partigianos), cuja origem vem da resistência contra o fascismo na Itália durante o período da Segunda Guerra Mundial.

Após a solenidade, os presentes fizeram uma visita ao Museu, junto ao prédio da Estação Ferroviária, onde puderam ver o acervo de objetos trazidos pelos soldados.

Além do presidente, a comitiva da ANR foi composta pelos reservistas Bassichetto, Luiz Peluso, Ricardo Oliviecki e Albertoni.

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