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Opinião

Lembranças e saudades: Homenagem carinhosa para Aristides e Anna Zambonatto

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A filha Ana e Aristides Zambonatto
Por Ana M. Zambonatto Pezzin
Foto Arquivo pessoal

Lembro hoje meus pais. Partiram há muito tempo. Aristides e Anna foram pais exemplares. Falar o nome deles carrega o coração e a memória de emoções. Ele faleceu em 15 de maio, ela em 15 de março. São datas carregadas de saudades.

Carinhosos, responsáveis, cuidaram e deram formação cristã para os seis filhos. Não mediram esforços para dar à família o necessário conforto e alegria. Formaram um casal perfeito, unido, respeitoso, leal entre eles e com os amigos.

A casa de Aristides e Anna sempre esteve aberto aos parentes. Era ponto e de encontro dos que vinham do interior à Erechim resolver problemas, consultar médicos, fazer cursos… a casa abrigava todos com carinho.

 Aristides e Anna vieram juntos por quarenta anos, se conheceram em Curitiba, onde ele foi cursar engenharia. Casaram. Vieram viver na terra natal dele, terra esta que ele tanto amou. Redigiu dois livros sobre Erechim, ela, nossa mãe Anna dedicou-se ao magistério e era à época dos anos 50, uma das poucas professoras formadas na área. Ele também lecionou por muitos anos e era um professor amigo de todos.

O tempo passou, a vida evolui, mas nunca deixaram de se amar e amar os filhos. Viveram momentos difíceis ao perder o filho Elias ainda muito jovem e o neto Mateus.

Viveram o desafio de criar um filho com necessidades especiais. Mas Deus sempre esteve presente nos seus atos e este filho, ainda vivo é e sempre foi cuidado com muita dedicação.

Aristides superou outro desafio ao enfrentar seus algozes na vida pública. Por mais que tenham seus opositores tentado, não conseguiram abalar sua confiança em Deus e ao deixar a Prefeitura, com passos firmes desceu as escadarias, elevou os olhos ao céu e agradeceu a Deus a oportunidade de ter servido com respeito altivez a incumbência recebida, sem ter maculado sua honestidade e princípios morais.

 A mãe partiu há vinte cinco anos. Foi encontrar Elias e aguardar seu companheiro que partiu a exatamente oito anos…São anos de saudades, de lembranças exemplares, de pacífica convivência repleta de amor e respeito pelos basilares princípios que deram suporte a esta família.

Saudades das brincadeiras, das idas e vindas de mãos dadas com meu pai, saindo do JB ou do Mantovani. Era ali meu pai e meu professor.

Saudades das longas caminhadas pela Avenida Sete ao final da tarde, sempre interrompidas por ex-alunos que lhe abraçava e juntos comentavam saudosos fatos ocorridos em alguma sala de aula…                 

Saudades das longas conversas plenas de conhecimento, dos conselhos que deram rumo às nossas vidas. Assim feita esta singela homenagem, termino dizendo o que fiz milhares de vezes: bença pai, bença mãe. E eles respondem lá do céu: DEUS TE ABENÇOE FILHINHA.

 

Por Ana M. Zambonatto Pezzin

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