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Região

Reservatórios de duas usinas da região ultrapassam 95% da capacidade

Em Machadinho, os vertedouros foram abertos pela primeira vez desde 2018

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O nível do reservatório da Usina Machadinho alcançou 97,8% nesta semana
Por Vicente Giesel Hollas regiao@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação

Após a grande incidência de chuvas nos últimos meses, as três usinas localizadas nas regiões do Alto Uruguai e Nordeste do Rio Grande do Sul registraram um aumento significativo no nível de seus reservatórios, que estavam com um armazenamento abaixo do normal em razão da estiagem que atingiu todo o Estado durante o final de 2021 e início deste ano.

Segundo as vazões também se apresentaram de forma expressiva. Por exemplo, nos meses de março e abril, em Itá, tínhamos 106% e 145% da média, respectivamente. Já em maio, estamos com 319% da média mensal histórica”, completou Azambuja.

O gerente destacou que no final do mês de abril, o reservatório da Usina Itá, instalada em Aratiba, estava com 71,5% de sua capacidade e nos últimos dias já ultrapassou 95,7%. Conforme informação coletada no site da empresa, atualizada às 15 horas de quarta-feira, 1, a água armazenada naquele momento cobria 89,88% do volume do reservatório.

Já em Machadinho, Azambuja frisa que a mudança foi ainda mais relevante, passando de 66% para 97,8% na última segunda-feira, 30. “Isso demandou a abertura do vertedouro da Usina para escoar a vazão excedente, algo que não ocorria desde 2018”, salientou. Por fim, na Usina Passo Fundo, localizada em Entre Rios do Sul, o nível dos reservatórios tinha apenas 44,5% da capacidade preenchida há pouco mais de um mês e há dois dias já registrava 62,1% de volume útil. O gestor da Engie comentou que este aumento já era esperado. “É importante ressaltar que a recuperação dos níveis dos reservatórios é algo esperado durante a passagem de frentes frias devido ao aumento das chuvas e vazões nos rios da bacia”, reiterou.

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Quanto às pessoas atendidas pela energia produzida nas barragens da região, Azambuja destaca que o fornecimento é realizado por meio do Sistema Interligado Nacional (SIN) e, portanto, não é possível identificar quais pessoas são beneficiadas pelo repasse dos recursos energéticos em qualquer usina conectada a essa rede. “A energia pode ser consumida na cidade vizinha ou a quilômetros de distância da Usina, já que a energia é escoada por meio do sistema nacional”, afirmou. O que as pessoas já podem perceber, conforme o gerente, é o aumento no nível do rio e a consequente melhora no repasse de energia para o SIN.

Cenário nacional

Apesar da produção regional ter dado um salto a partir do mês passado, de acordo com dado divulgado pela

Dessa forma, a melhora dos índices pluviométricos no Brasil reduziu a dependência de termelétricas no país, onde os gastos de produção são maiores e, por isso, quando são utilizadas com maior frequência, aumentam os preços repassados ao consumidor final.

Valor da tarifa

Entre setembro de 2021 e abril de 2022, o brasileiro recebeu uma cobrança mais elevada pelo fornecimento de energia. Durante o período, vigorou a bandeira Escassez Hídrica (criada em razão da emergência energética) que repassou um acréscimo de R$ 14,20 na tarifa de energia a cada 100 KW/h consumidos. Hoje, a bandeira verde (que não prevê acréscimos) está em vigor, dadas as condições favoráveis de geração possibilitadas pelo fim da estiagem no país. Segundo o governo federal, a mudança da bandeira mais cara para a mais barata representou uma redução de 20% na conta de luz da população. Segundo previsão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a bandeira mais barata deve ser mantida até o final de 2022.

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