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Região

São José do Ouro: expectativa de boa produtividade, apesar da projeção de perdas

Produtor, Adair Bianchin, afirma que parreirais vêm se desenvolvendo de maneira satisfatória

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Safra passada Adair Bianchin colheu cerca de 30 toneladas de uva por hectare
Divulgação
Por Ígor Dalla Rosa Müller [email protected]
Foto Divulgação

A região Alto Uruguai, que envolve 32 municípios, tem atualmente 420 hectares de parreirais para uva de mesa e viníferas, que na grande maioria estão se desenvolvendo bem, com boa formação de cacho, e começam a ficar prontos a partir de dezembro. 

O viticultor, Adair Bianchin, de São José do Ouro, tem uma longa história com as videiras. Inicialmente, durante vários anos, ajudou a colher uva na serra gaúcha, e tempo depois, resolveu investir no seu próprio parreiral. “Assim, em 2001, iniciamos o plantio de 1.4 hectares de uva, a maioria vinífera, com uma parte de uva de mesa”, afirma.

O produtor tem uma produção diversificada, além da uva, trabalha em sua propriedade de 20 hectares com a cultura de pêssego e grãos. Na avaliação de Adair, até o momento, os parreirais vêm se desenvolvendo de maneira satisfatória. “O andamento está em boas condições”, disse.

Adair lembra que na safra passada colheu cerca de 30 toneladas de uva por hectare, e, neste ano, no entanto, estima algumas perdas. “Projeto em torno de uns 10% a menos na produção por causa do excesso de chuva na floração”, explica.

São José do Ouro

Segundo o engenheiro agrônomo da Emater de São José do Ouro, Leônidas Cesar Dutra, o município tem cerca de 45 hectares de parreirais, sendo que do total uns 4 a 5 hectares são de uva de mesa, cobertas com plástico, e o restante no sistema latada, que é destinado para a indústria, para sucos e vinhos.   

Comércio

Ele explica que a uva é comercializada na região. “Muitos compram para fazer o vinho em casa, e grande parte da safra é vendida para cantinas de Santa Catarina”, comenta.

Fase

A cultura, explica Leônidas, está na fase de granação. “As variedades mais precoces, tipo Niágara, a partir do fim do mês de dezembro devem estar prontas para comércio, e as outras ficam prontas em janeiro em diante”, afirma.

Avaliação

“A situação atual é boa, com bom desenvolvimento”, observa o engenheiro agrônomo. Ele enfatiza que está sendo bem-feito o controle das principais doenças que atingem a cultura. “Os tratos fitossanitários estão dentro daquilo que se recomenda e espera, então, com status sanitário muito bom”, ressalta.

No entanto, Leônidas observa que com relação à produção, a impressão é que os parreirais irão produzir um pouco menos que o ano passado. “O ano passado parecia que tinha uma carga maior de frutas”, analisa. E, acrescenta, “a produtividade dos parreirais tem girado em torno de 15 toneladas por hectare em média”.

 

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