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Região

Produtor destaca vantagens do terraceamento

Sistema foi implantado em cinco hectares, do total da área de 11,4 hectares

Terraceamento na proriedade de Dressani Agostini
Por Assessoria de Imprensa
Foto Terezinha Vilk

Depois de um ano que implantou um sistema de terraceamento, o produtor Dressani Agostini, de Barra do Rio Azul, começa a ver mudanças na lavoura em sua propriedade, localizada na comunidade de Campo Alegre. O sistema foi implantado em cinco hectares, do total da área de 11,4 hectares. O trabalho de conservação do solo iniciou em 2015, com orientação dos extensionistas do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar, em parceria com a prefeitura, visando à recuperação da produtividade da área, que não possuía manejo conservacionista.

Agostini plantava milho, utilizado para silagem, e na safrinha cultivava soja, sendo que o solo não recebia nenhum tipo de palhada. Como o solo era totalmente compactado, o desenvolvimento das plantas era prejudicado pela falta de umidade no solo. Além disso, havia problemas de erosão na lavoura, que não absorvia a adubação, perdida com as chuvas.

O extensionista Jair Zorzanello observa que o trabalho de conservação do solo na propriedade iniciou em junho de 2015, com a demarcação de terraços de base média, para que fossem retiradas a terra e a água da lavoura, em função do ano ter sido chuvoso, devido ao fenômeno El Niño. “Tivemos que refazer parte destes terraços e a limpeza do canal três vezes no ano”, conta Zorzanello, ao citar a utilização de trator agrícola e de uma máquina moto-niveladora, para confecção e posterior reconstrução e limpeza do canal dos terraços.

Em setembro, com a área preparada, foi plantado milho. Como resultado, Zorzanello destaca que, além de adubação verde de cobertura, o sistema propiciou melhor enraizamento do milho e aumento da produção. “Também permite a infiltração da água, melhorando a umidade do solo, e a retenção da terra na propriedade”. Já em janeiro, deste ano, o milho foi transformado em silagem devido à necessidade de alimentação do rebanho leiteiro. O excesso de chuvas no período impediu o plantio de outras culturas, atrasando também a atividade de cobertura de solo, como milheto e aveia preta, recomendada para a estruturação do perfil do solo. Em abril, foi efetuado o plantio de cobertura do solo com aveia, para a reestruturação física e, consequentemente, diminuir os efeitos da erosão.

Também estão previstas na propriedade outras atividades da Extensão Rural, como o cercamento de dois riachos que atravessam a área da propriedade, utilizados para dessedentar os animais, além de plantio de árvores nativas. Também está prevista a irrigação em 6 hectares com pastagens, utilizando a água de dois açudes.

O assistente técnico regional em Manejo dos Recursos Naturais de Erechim, Cezar da Rosa, elogiou o produtor Dressani Agostini por aceitar a proposta feita pelos técnicos da Emater/RS-Ascar na adoção de técnicas de manejo do solo, especialmente devido à declividade elevada e a perda de solo e água por erosão. “Iniciamos com o terraceamento dessa área e subsolagem na base do terraço para aumentar a infiltração da água, bem como realizamos o plantio de cobertura”, lembra Rosa, ao antecipar a adoção do sistema colher/plantar, para incrementar a disponibilidade de palha na superfície do solo e a estruturação do solo pelo sistema radicular das plantas utilizadas nessa área.

 

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