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Região

Áurea: “Não há falta de dinheiro, só falta a Câmara de Vereadores aprovar”, diz prefeito

Secretaria de Obras já está paralisada, nos próximos dias outros serviços devem ser interrompidos também

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Divulgação
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Divulgação

O município de Áurea paralisou, a partir de segunda-feira (30), as atividades da Secretaria Municipal de Obras. Segundo a administração municipal, o motivo da suspensão dos serviços é a falta de dotação orçamentária para manutenção da secretaria. “Falta de redirecionamento de dinheiro para aquelas rubricas necessárias”, disse.

A administração municipal explica que o município tem dinheiro no caixa na prefeitura e precisa fazer a suplementação que deve passar pela Câmara de Vereadores. “O projeto de lei número 50/2021 foi encaminhado no início de agosto ao Legislativo municipal para suplementação dos recursos, mas até o momento não foi apreciado”, afirma em nota.

Assim, observa o Poder Executivo, nos próximos dias, as demais secretárias também poderão paralisar suas atividades, bem como possivelmente até suspensão de contratos de serviços médicos junto a Secretaria de Saúde. Educação e transporte também poderão paralisar as atividades.

“Não gostaríamos de tomar esta atitude, nunca na história de Áurea aconteceu uma situação como está, de ter o dinheiro em caixa e por falta de se colocar em pauta, discutir os projetos, o município ter que parar. É lamentável a população ser penalizada desta forma. Peço desculpas em nome do Executivo, mas ações como está precisam ser tomadas para que o Executivo não seja penalizado pelo Tribunal de Contas e demais órgãos que nos fiscalizam”, disse o prefeito Antônio Jorge Slussarek, que acrescenta, “deixar claro que fazemos e cumprimos as leis e a transparência na administração pública”.

O prefeito ressalta que os recursos existem, não há falta de dinheiro, só falta a Câmara de Vereadores aprovar. “Esses trabalhos vão parar até a Câmara não suplementar esses recursos. O Poder Executivo não tem o que fazer, porque a Câmara nos tirou a suplementação por decreto o ano passado, dependemos de tudo da Câmara”, afirma.

Ele comenta que até a próxima sessão que será no dia 8 de setembro, se não houver uma sessão extraordinária, a Secretaria de Obras parou e provavelmente até lá a Secretaria de Agricultura também pare. “E alguns serviços dentro da área da Saúde também já estão paralisados e também da Educação”, explica.

E, acrescenta, “não se está fazendo mal para o prefeito, mas para a população que será prejudicada por essa situação”.     

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