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Região

Ainda não há sinais de prejuízos

Trigo mantém expectativa de produtividade, apesar de já estar faltando um pouco de umidade. Próximos dias não tem previsão de chuva. Produtor Eleandro Fogolari, de Quatro Irmãos, afirma que a lavoura está sadia, e a falta de chuva está prejudicando um pouco, mas ainda não chega a ser preocupante. “A expectativa é colher entre 60 e 70 sacos por hectare”, afirma

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“A expectativa é colher entre 60 e 70 sacos por hectare”, afirma produtor Eleandro Fogolari de Quatr
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Divulgação

Será que está faltando chuva para a cultura do trigo? Ainda não há sinais de prejuízos nas lavouras do Alto Uruguai, no entanto, também não tem previsão de chuva para os próximos dias.    

Segundo a Emater/Ascar, os produtores do Alto Uruguai ampliaram a área cultivada de trigo, na safra deste ano. Nos 32 municípios da região, houve um crescimento significativo de quase 30% em relação ao ano anterior, chegando a 46.825 hectares plantados. A aposta na cultura de inverno, em função dos preços atuais do grão (R$ 85 a saca / CooperAlfa – 18/08) ainda é tímida. Isso porque, a área plantada poderia expandir muito mais, já que a região tem em torno de 234 mil hectares para ser cultivado. Trigo deve movimentar cerca de R$ 240 milhões na região, segundo preço da saca atual.

Produtor

O produtor, Eleandro Fogolari, que tem sua propriedade em Quatro Irmãos no Capão do Herval, conta que vem plantando trigo já há uns cinco anos. Nesta safra vai cultivar 15 hectares, que foram plantados em 15 de junho. Ele cultiva o cereal de inverno porque tem dado um bom retorno financeiro.

Ele afirma que a lavoura está sadia, sem doenças, e a falta de chuva está prejudicando um pouco, mas ainda não chega a ser preocupante. “A cultura do trigo não requer muita chuva. A expectativa é colher entre 60 a 70 sacos por hectare”, conta.

Antes de plantar o trigo, o produtor cultivou nabo forrageiro no local, e em seguida o trigo. “Foi usado 20 mil litros de dejetos suínos, antes do plantio, e no dia de plantar, mais 200 quilos de adubo, e uma aplicação de ureia de 120 quilos”, comenta. E, acrescenta, “o trigo está muito bom, e se chover um pouco não vai afetar muito a produção”.

Região

As lavouras de trigo estão com um bom potencial produtivo, em desenvolvimento vegetativo, e os produtores estão na fase de aplicação de adubação nitrogenada, afirma o gerente do escritório regional da Emater/RS-Ascar, em Erechim, Gilberto Tonello.  

“Mas já está faltando chuva para a cultura, porque a adubação nitrogenada para ser bem aproveitada, 100%, precisa de umidade, e estamos com essa dificuldade no momento”, explica.

Tonello observa que em termos de sanidade, doenças fúngicas, as lavouras de trigo da região estão sadias. “Em função do clima que está aí, sol, vento, e sem umidade não tem proliferação de doenças fúngicas”, diz.    

Quatro Irmãos

Segundo o engenheiro agrônomo do escritório municipal da Emater de Quatro Irmãos, Dibartolomei Zorzanello, o município plantou 1500 hectares de trigo, nesta safra 2021, e teve um aumento de 20% na área, no entanto, representa ainda 10% da área total agricultável do município, que é de 15 mil hectares.

Segundo o engenheiro agrônomo, no momento, a lavoura se encontra em desenvolvimento vegetativo, e a falta de chuva não afetou, ainda, o potencial produtivo, estimado em 3600 quilos por hectare (60 sacos). “Somente atrasou a aplicação de ureia. Nada comprometedor para a produtividade. E a questão fitossanitária está boa”, diz.

Ele comenta que nos últimos cinco anos a produtividade média do trigo no município foi de 2800 quilos por hectare, o que representa em torno de 46 sacos por hectare. A cultura de trigo vem tendo uma evolução na produtividade, nos últimos anos.

Ele comenta que o custo de produção girava em torno de R$ 2.300 por hectare, quando a cultura foi implantada. “Até o momento não tem efeitos significativos na produção, mas tem que chover. Se vier a chover nos momentos essenciais, daqui pra frente, não em excesso, antes do florescimento, enchimento de grãos, não vai prejudicar a produtividade estimada ao redor de 60 sacos por hectare”, observa. A colheita será realizada entre os meses de outubro e novembro.

Erechim

Erechim também ampliou a área cultivada de trigo, na safra 2021, ficando em torno de 2 mil hectares de área cultivada, tendo aumento de 800 hectares em relação ao ano anterior.

Segundo o engenheiro agrônomo, chefe do escritório da Emater de Erechim, Adriano Szynkaruk, o trigo recebeu de sete a oito geadas seguidas, e a cultura ficou paralisada, perfilhou bastante, neste período, está com um pouco de falta de umidade, agora que é necessário fazer a aplicação dos adubos nitrogenados.

“A princípio não se nota prejuízos significativos, atualmente, devido as geadas e a falta de chuva, mas está um pouco atrasado em função do plantio e no desenvolvimento, por conta dessa falta de umidade no solo”, explica.

Ele conta que houve, na semana passada, chuva de 23 milímetros em Erechim que amenizou e favoreceu a cultura. “O trigo é bom que tenha pouca chuva, mas não tão pouca que ele não possa se desenvolver e florescer. Nesse sentido, até agora, não se nota prejuízos significativos, mas daqui uns dias começa a floração”, observa. E, acrescenta, “pelo que estamos vendo, vai ter uma escassez de chuva pelas previsões”.

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