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Comércio: “corremos o risco de fechar a empresa”

Afirmação é da empresária, Franciele Lovison Giolo, proprietária da loja Balão Mágico, em São Valentim (RS). Ela ressalta que no município pequeno os estabelecimentos comerciais não geram aglomeração. "Esgotamos a reserva de caixa. As contas não param de chegar. A situação está insustentável", disse

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“Estamos praticando venda on-line, porém a maioria dos clientes prefere ir até a loja para fazer sua
Por Igor Dalla Rosa Müller
Foto Divulgação

A pandemia do novo coronavírus (covid-19) está tirando milhares de vidas, diariamente, em todo o Brasil e mundo afora. Por seu um vírus altamente contagioso e letal, uma das medidas encontradas para conter a proliferação foi o isolamento social. Isto é, restringir a movimentação de pessoas em espaços públicos e no comércio, que foi dividido pelas autoridades de saúde em essencial e não essencial. Com o fechamento do comércio, não essencial, em função da crise sanitária, veio também, a crise econômica, e a impossibilidade de trabalhar e gerar o próprio sustento.

Num país em que o governo sabe cobrar direitinho os impostos - até os centavos -, no entanto, esse mesmo governo não consegue liderar uma resposta efetiva a um problema de saúde pública, dar a contrapartida para a sociedade, no caso em questão providenciar vacinas, que ajudariam a salvar vidas e, gradativamente, colaborariam para resolver a crise econômica.

Em um ano de pandemia, este talvez seja o pior momento, com alta contaminação, saúde em colapso e muitas mortes. E para piorar o que já é muito grave, o agravamento da crise econômica. A seguir, o relato de Franciele Lovison Giolo, proprietária da loja Balão Mágico em São Valentim (RS) sobre como está sendo a sua vida nesta pandemia.     

Bom Dia - Como está a situação da empresa com a bandeira preta?

Franciele Lovison Giolo - A minha empresa, assim como a maioria das empresas do nosso município e do Estado, está passando por uma situação muito delicada. Fomos surpreendidos novamente pelo decreto de bandeira preta, neste mês. No meu ramo, o mês de março seria um mês com um volume bom de vendas, pois iniciamos as vendas de confecções outono/inverno. Porém, com o fechamento da loja, neste mês, comparado com o mesmo período nos outros anos, houve uma queda de 70% no faturamento.

 

Tem recursos para manter as portas fechadas?

Não dispomos mais de recursos para arcar com as despesas, a partir da próxima semana. Esgotamos a reserva de caixa. As contas não param de chegar: é fornecedor, aluguel, funcionária, impostos, entre outras despesas. A situação está insustentável.

 

Há risco de demitir funcionários e fechar a loja?

Infelizmente, se não tivermos um auxílio das autoridades, e se continuarmos de portas fechadas, corremos o risco de fechar a empresa, sim. Até mesmo porque é extremamente desanimador você lutar tanto para realizar um sonho, batalhar para que seu comércio atenda as expectativas dos clientes e ser impedido de trabalhar. Somos um município pequeno, nenhum de nossos estabelecimentos comerciais gera aglomeração. É inadmissível que o governo do Estado nos veja como os mesmos olhos que ele vê as grandes lojas da região metropolitana. Sempre tomamos todos os cuidados de higiene e seguimos os protocolos de combate à covid-19, recomendados pelo departamento de Vigilância Sanitária do município. Sabemos que não somos nós, pequenos comerciantes, os maiores culpados do caos que está instalado em nosso Estado. Porém, infelizmente, estamos sendo extremamente prejudicados.

 

A empresa tem dívidas, a receita diária faz falta?

A receita diária faz muita falta, sim. Chegamos a um ponto que logo começaremos a acumular dívidas.

 

Quais foram as perdas em 2020 e 2021, em percentual?

Como disse anteriormente, com relação a outros anos, no mês de fevereiro e março houve uma queda de 70% no faturamento. Em relação à média de faturamento anual estamos registrando praticamente 40% de queda.

 

A empresa consegue vender on-line? Essa receita é suficiente para pagar as contas?

Estamos praticando venda on-line, porém a maioria dos clientes prefere ir até a loja para fazer suas compras. Assim, a receita proveniente de venda on-line não é suficiente para manter as obrigações financeiras em dia.

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