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Região

Moinho colonial alia tradição e qualidade

O moinho do seu Fagundes produz cerca de 2,4 toneladas pôr mês de produtos

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Uma das curiosidades é que todo processo é movido por energia solar
Por Nathan Breitenbach
Foto TV Bom Dia

Há milênios, o homem mói grãos utilizando pedras. O processo começou de forma manual, se tornou mecânico e permitiu uma produção maior de farinha, garantindo a alimentação de cidades e do Exército Romano. Uma técnica aparentemente rudimentar, mas bastante eficiente, que faz parte da nossa história e traz um produto diferenciado na mesa dos consumidores. Este é o propósito do moinho colonial, localizado no município de Gaurama, a cerca de 25 km de Erechim, no Norte do Estado, e que há 7 anos seu Alcides Fagundes se dedica à produção de farinha de milho e canjica. 

Processo de produção

Uma das curiosidades é que todo processo é movido por energia solar. O controle é ainda na matéria-prima, acompanhado pelo próprio agricultor que dispõe de sete hectares de plantio de milho convencional não transgênico. Após a colheita, os milhos vão para um secador, onde ficam cerca de dois dias, e após, são destinados ao silo com capacidade de armazenar 780 sacas de grãos.

Dali são recepcionados na agroindústria através da ala do degerminador onde ocorre a limpeza de 60 kg/ h de grão de milho. Só depois de limpos, os grãos seguem para a pedra, onde então são moídos, passam na peneira classificadora, para finalmente a farinha ser embalada, rotulada e seguir para a sala de expedição. “O agricultor cultiva um milho diferenciado e seca sem os compostos tóxicos da fumaça, agregando mais valor ao produto”, explica o engenheiro agrônomo da Emater Ascar-RS, Carlos Alberto Angonese.

Qualidade

Este é um dos seis moinhos coloniais que são atendidos pela Emater no Alto Uruguai Gaúcho. Os produtos do seu Fagundes abastecem mercados em quatro cidades na região. “É importante estar atento na lavoura, pois não adianta colher um milho feio e querer fazer farinha com qualidade”, ressalta o agricultor, contando que no primeiro ano de trabalho com o moinho, não tinha silo e teve que parar de produzir, pois na metade do ano a qualidade do milho ficou muito inferior. 

O moinho do Fagundes faz parte do Programa Estadual de Agroindústria Familiar e produz cerca de 2,4 toneladas pôr mês dos produtos. Ter os grãos armazenados “em casa”, permitiu uma renda maior para o agricultor, que se diz satisfeito em manter a tradição dos imigrantes. “A temperatura baixa na armazenagem faz toda a diferença no produto final, conforme as recomendações da Emater. Isso é o nosso povo, transformando as matérias-primas da região e agregando mais valor nos produtos e incentivando o comércio local”, afirma Angonese.

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