A emancipação política e administrativa dos municípios, vou tomar como exemplo a região Alto Uruguai, faz toda a diferença na vida das pessoas hoje. Só não enxerga isso quem não quer por birra ideológica, ideia fixa ou por querer se manter na ignorância.
A autonomia dos municípios com a criação das prefeituras está entre aquelas ideias divulgadas há anos no Brasil que desmoralizam o país e descontroem a realidade, mesmo o sujeito vivenciando na própria carne o que de fato é real.
Como por exemplo, falar que o SUS – o maior sistema público de saúde do mundo não funciona, é um problema -, porém tendo o sujeito tratado o seu câncer ali e ficado vivo para reclamar do SUS depois. Essa situação tem que mudar: urgentemente.
E serve para ricos, emergentes, pobres e remediados no Brasil afora, falta reconhecer o de que fato foi propositivo, teve um reflexo construtivo na sociedade, por exemplo, num governo ou a instalação de prefeituras, reconhecer os erros e corrigi-los. Mas não simplesmente apagar tudo o que aconteceu e apontar o dedo.
Ou querer desfazer o que está feito, simplesmente, porque em algum momento terráqueo-espacial algum vivente disse que haviam muitas prefeituras e isso iria quebrar o país. E, essa conversa é requentada ano após ano pelas próprias pessoas, pela comunidade mais beneficiada com a prefeitura, com aquela pessoa que conseguiu salvar a sua vida devido ao poder público municipal, aos recursos que a prefeitura investiu no hospital regional.
Então, está na hora de começar a juntar os pauzinhos e não, simplesmente, sair chutando o balde sem olhar, primeiro e antes, para a própria vida, ver se nela não há algum exemplo, em algum momento da sua existência, que essa estrutura fez a diferença em sua vida. E por aí vai.
Fazer uma reflexão, se esforçando um pouco para ser crítica, analítica, e o mais importante, reconhecer isso ante a família e o grupo de amigos para, aos poucos, ir construindo e re-significando a realidade, realmente como ela é. Garimpar novos conceitos e ideias que ajudem a refundar e substituir a visão rasa por uma um pouco mais profunda e ampla, mesmo que alguns centímetros.
Desconstruir a percepção e impressão antiga, distante, baseada numa ideia extraviada, superficial, comum, sem nenhuma identidade ou já muito defasada. Um corpo morto que insiste em dar frutos. E tem muito disso, ainda, dessa ingratidão e desonestidade intelectual, que nega no presente o que recebeu do passado. Mas como se diz é da vida, mas dá pra melhorar.