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Região

Estação: estrada de ferro foi o ponto de partida e chegada

Como marco do início do desenvolvimento do município de Estação está a construção da estrada de ferro, pela qual aportaram os primeiros imigrantes colonizadores

O senhor José Manduca foi um dos primeiros moradores do município de Estação, possivelmente no iníci
Por Redação
Foto Divulgação

A região onde se encontra o município de Estação começou a ser ocupada no final do século 19. Como marco do início do desenvolvimento do município de Estação está a construção da estrada de ferro, pela qual aportaram os primeiros imigrantes colonizadores.

Embora date de anos anteriores, a estrada de ferro só foi inaugurada em 3 de maio de 1910 e a localidade (hoje Estação) recebeu o nome de Estação Erexim, que teve inicialmente a extensão de 4.567 metros, 8 metros de largura e 12 metros de derrubada.

Ainda em 1910 foi construída uma linha telefônica ligando a sede com a Estação Erexim, com uma extensão de 5.000 metros. A denominação Estação Erexim perdurou até por volta do ano de 1935, quando recebeu o nome de Estação Getúlio Vargas.

A riqueza florestal, as terras férteis, a estrada de ferro, a exportação do excedente, a mão-de-obra das colônias velhas foram motivos para o rápido crescimento da colônia.

A partir da retirada das matas, mais colonos foram se instalando, ocorrendo a introdução da agropecuária diversificada como a suinocultura, bovinocultura, bem como o cultivo da viticultura, do trigo, milho e do feijão preto.

O senhor José Manduca foi um dos primeiros moradores do município de Estação, possivelmente no início do século 20. Várias famílias foram pioneiras na colonização do antigo Bairro Estação Getúlio Vargas, dentre elas: Piccoli, Bordignon, Giacomazzi, Andriolli, Tagliari, Ribeiro da Silva e outras.

Os munícipes estaçonenses sempre foram homens bravos e corajosos, participando ativamente de diversos movimentos, tanto de ordem política como outros, dentre eles na Revolução de 1923, a Revolução de 1930, a Revolução de 1932, e na Legalidade, movimento ocorrido em 1961.

Graças ao trabalho incansável dos colonizadores, cuja bagagem cultural serviu de alavanca motora do desenvolvimento da região, Estação prosperou.

Em 1914, o povoado de Estação fazia parte do 2° distrito de Passo Fundo, possuía 21 prédios e 160 habitantes. Em 1921, tinha 60 prédios e 300 habitantes. Com a criação do município de Getúlio Vargas, em 1934, Estação passou a ser um dos bairros da sede municipal, distante 5 Km de Getúlio Vargas e recebeu a denominação de Estação Getúlio Vargas.

Estação é composto por descendentes de imigrantes italianos em sua maioria, destaca-se a presença também de descendentes de alemães, poloneses e negros.

Movimento emancipacionista

O desejo de emancipação de Estação do município de Getúlio Vargas sempre esteve presente no seio das famílias de Estação. Os movimentos mais fortes foram registrados em 1967, 1977 e 1985. Naquela época, era evidente o desinteresse das autoridades municipais pelo desenvolvimento da área que pleiteava a emancipação. Porém, tal movimento permaneceu ativo até o momento em que surgiram reais condições para conseguir a implantação do município.

Foram necessários árduos trabalhos no levantamento dos dados da potencialidade da área emancipada. Finalmente, com dados referentes à população, indústria, comércio, número de residências, agropecuária e outros, montou-se um processo, que foi encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul.

Através da Lei nº 8.366, de 24 de setembro de 1987, foi autorizada a consulta plebiscitária na área, tendo a população manifestando-se favoravelmente à emancipação por uma maioria esmagadora. Em 21 de abril de 1988, através da Lei nº 8.572, o Governo do Estado criou o município de Estação, desligando-o do Município de Getúlio Vargas, sendo instalado em 01-01-1989.

Fizeram parte da Comissão Executiva Emancipacionista os seguintes munícipes: Lido David Tagliari, João Tonin, Arthur Bortolini, Celso Fianco Santin, Dirceu Guollo, Octávio Ciro Boff, Hugo Mário Boff, além de outros inúmeros colaboradores que preferiram ficar no anonimato.

Características gerais

O município de Estação é composto pelos bairros Centro, São Pedro, Florestinha, Santuário, Santana, São José e Santo Antônio. E, a comunidades Linha Dona Elisa, Linha Brustolin, Linha Pegoraro, Floresta, Caixa D’Água, Vista Alegre, Navegantes e Capela São Paulo.

População         

A população está estimada, dados de 2020, em 5.940 pessoas, com uma densidade demográfica (2010) de 59,95 hab/km², segundo o IBGE.

Trabalho e Rendimento

Conforme o IBGE, em 2018, o salário médio mensal era de 2.7 salários mínimos. A proporção de pessoas ocupadas em relação à população total era de 36.6%. Considerando domicílios com rendimentos mensais de até meio salário mínimo por pessoa, tinha 26% da população nessas condições, o que o colocava na posição 353 de 497 dentre as cidades do estado e na posição 5237 de 5570 dentre as cidades do Brasil.

Educação           

A taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade (2010) foi de 96,6%. O IDEB – anos iniciais do ensino fundamental (Rede pública), dados de 2017, foi de 7,0. O IDEB – anos finais do ensino fundamental (Rede pública), dados de 2017, foi de 4,7. Matrículas no ensino fundamental (2018): 594 matrículas. Matrículas no ensino médio (2018): 156 matrículas. Docentes no ensino fundamental (2018): 39 docentes. Docentes no ensino médio (2018): 16 docentes. Número de estabelecimentos de ensino fundamental (2018): 4 escolas. Número de estabelecimentos de ensino médio (2018): 1 escolas.

Economia           

O PIB per capita dados de 2017 foi de R$ 52.314,20. O percentual das receitas oriundas de fontes externas (2015) foi de 70,4%. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), dados de 2010, foi de 0,753 o que situa o município na faixa de Desenvolvimento Humano Alto (IDHM entre 0,700 e 0,799). A dimensão que mais contribui para o IDHM do município é Longevidade, com índice de 0,843, seguida de Renda, com índice de 0,752, e de Educação, com índice de 0,674. 

O total de receitas realizadas em 2017 foi de R$ 26.085,94 (×1000), e o total de despesas empenhadas em 2017 R$ 20.326,09 (×1000).

Saúde

A taxa de mortalidade infantil média na cidade é de 13.89 para 1.000 nascidos vivos. As internações devido a diarreias são de 0.5 para cada 1.000 habitantes. Comparado com todos os municípios do estado, fica nas posições 122 de 497 e 273 de 497, respectivamente. Quando comparado a cidades do Brasil todo, essas posições são de 2153 de 5570 e 3330 de 5570, respectivamente.

Território e Ambiente

Segundo o IBGE, o município apresenta 66% de domicílios com esgotamento sanitário adequado, 97.5% de domicílios urbanos em vias públicas com arborização e 17.4% de domicílios urbanos em vias públicas com urbanização adequada (presença de bueiro, calçada, pavimentação e meio-fio). Bioma é de mata atlântica e pampa.

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