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Plano sanitário para o leite gaúcho é apresentado em reunião

Foto:Divulgação
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Membros da Câmara Técnica do Instituto Gaúcho do Leite (IGL) avaliaram em reunião, nesta terça-feira (8), na sede da Famurs, em Porto Alegre, um plano de erradicação de brucelose e tuberculose para o rebanho bovino leiteiro gaúcho a partir de 2016.

A proposta foi apresentada pelo conselheiro técnico da Associação dos Criadores de Gado Holandês do RS (Gadolando), o médico veterinário Vitor Hugo Martinez Pereira.

Em essência, a Gadolando propõe o saneamento gradativo de propriedades com matriz leiteira no Estado, sendo que, ao final de sete anos, a manutenção será obrigatória, com a realização anual de um teste de brucelose e tuberculose no rebanho leiteiro.

O projeto apresentado e detalhado pelo IGL ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi) e Fundesa, teve aceitação unânime na reunião. "É vital para o crescimento de todos os elos da cadeia leite gaúcha a que os produtores atendam esse requisito sanitário", diz o diretor executivo do IGL, Ardêmio Heineck.

O argumento do veterinário do conselho técnico da Gadolando é de que planos voluntários trazem resultados insatisfatórios. "Apenas uma pequena população bovina é atingida, poucas propriedades são certificadas e os resultados epidemiológicos não são bons", pondera Pereira. É o caso do PNCEBT, que até hoje não trouxe resultados concretos na melhoria da sanidade da cadeia produtiva leiteira.

Atualmente, o quadro no campo é de realização de poucos testes, que trazem, com isso, baixo número de resultados positivos e indenizações de volume reduzido. "Ou seja, há dinheiro em caixa do Fundesa para o ressarcimento dos produtores que suportariam um plano mais arrojado", assegura Pereira. Outro ponto positivo é que o PNCEBT prevê a capacitação de médicos veterinários para realizar testes de tuberculose e brucelose. De acordo com o Mapa, o Rio Grande do Sul possui algo como 600 profissionais certificados.

O conselho técnico também aprovou quatro de cinco projetos apresentados pela Seapi, que serão apreciados pela diretoria do IGL em reunião que vai ocorrer em 18 de dezembro. O coordenador da Câmara Setorial do Leite da Seapi, Danilo Cavalcante Gomes, propôs a criação de um programa de estruturação e qualificação do Sisbi Lácteo, com orçamento anual de R$ 43 mil; o Leite na Escola (R$ 31,5 mil), que consiste na divulgação de lácteos nas escolas do Estado; o Resgate e regulamentação do queijo colonial (R$ 44,8 mil); e a produção de um livro reportagem ilustrado que vai mostrar a realidade da produção no interior.

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