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Itatiba do Sul: “Interdição do hospital foi exagerada”

Essa é a avaliação da prefeita, Adriana Kátia Tozzo, sobre o fechamento do Hospital Municipal São Roque pela 11ª Coordenadoria Regional de Saúde de Erechim

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“Eles poderiam ter nos dado um prazo, foi o que pedimos para regularizar a situação”
"Nesse momento, o nosso objetivo é continuar atendendo a população”
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Arquivo BD

A 11ª Coordenadoria Regional de Saúde de Erechim (11ª CRS) suspendeu, na semana passada, temporariamente, o atendimento do Hospital Municipal São Roque de Itatiba do Sul. Segundo a prefeita, Adriana Kátia Tozzo, “o motivo foram algumas irregularidades encontradas na questão da lavanderia, protocolos de enfermagem e médicos quanto a utilização de equipamentos”.

A prefeita ressalta que toda a equipe médica do município está empenhada e fazendo o possível para reabrir o hospital. A prefeita ressalta que no mesmo dia da interdição os atendimentos à população foram transferidos para a Unidade Básica de Saúde, Dr. Egídio Zambonato, com atendimento 24 horas por dia, inclusive sábados, domingos e feriados.

“Em regime de plantão de urgências, emergências e internações de observação, além daqueles serviços e atendimentos de rotina, bem como, os encaminhamentos aos centros de referência respectivos. O município não está deixando a população sem atendimento. Nesse momento, o nosso objetivo é continuar atendendo a população”, disse.

Ela explica que assim que a situação for regularizada o município irá pedir uma nova vistoria. “E segundo eles, não teria nenhum problema de suspender a interdição”, disse.    

Adriana comenta que apesar de ser ponto facultativo no município, a equipe de saúde está trabalhando para solucionar os problemas. “Já estamos fazendo um contrato com uma lavanderia de Erechim e organizando os protocolos, para que ainda, nesta semana, a gente solicite nova vistoria”, afirma.   

Avaliação

A prefeita entende juntamente com toda a equipe de saúde, que faltou bom-senso para a Vigilância em interditar o hospital, e que não foi feito uma notificação anteriormente. “Eles poderiam ter nos dado um prazo, foi o que pedimos para regularizar a situação”, observa.

A prefeita ressalta que pediu cinco dias de prazo para resolver o problema, e que nesse tempo se comprometia a resolver as questões. “Até porque um investimento na lavanderia é muito alto, não vale a pena pelo número de pacientes, a gente pediu, mas não teve conversa”, disse

Adriana ressalta que nenhuma das questões apontadas iria prejudicar a vida de alguém. “Em nenhum momento essas deficiências colocariam em risco a vida em algum atendimento. Eles poderiam ter nos dado alguns dias para colocar em dia essa situação, e se não tivesse feito, aí sim, poderiam interditar o hospital”, comenta. E, acrescenta, “Nunca imaginamos uma situação dessas, na minha avaliação foi exagerado”.

Segundo Adriana, ela explicou que o município está há 40 quilômetros de Erechim, sendo 27 quilômetros de estrada de chão, e é de conhecimento público todas as dificuldades que o Hospital Santa Terezinha tem em ter leito para receber os pacientes. “Então, diante de toda essa problemática, me parece que por não ser nenhum item de gravidade, a gente poderia ter resolvido sem interdição”, observa.

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