0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Publicidade

Região

Situação está crítica, traz muitos prejuízos e perigo aos motoristas

Faltando 7,5 quilômetros para chegar a Áurea, as obras de recapeamento da RS 477 pararam no Km 25, ano passado, e não retomaram mais. Os moradores estão preocupados, já houve acidente grave no local e o trecho está muito ruim na principal rodovia de acesso ao município

Para Claudete Mostifaga a situação está terrível
A rodovia está intransitável
Daniel Spica afirma que trecho está muito ruim
Diogo Pomagerski diz que a situação do jeito que está dificulta a passagem no local e aumenta a manu
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Divulgação

Muitos buracos e uma rodovia quase intransitável. Essa é a situação dos 7,5 quilômetros do Km 25, da RS 477, até o município de Áurea. A rodovia, de responsabilidade do estado, passou por melhorias no ano passado, no entanto, as obras não chegaram até a cidade. Isso gerou muitos questionamentos por parte da população está causando preocupação e indignação nos moradores, já que este é o único acesso ao município.   

Para a proprietária de uma pousada, Claudete Mostifaga, a situação está terrível, no final do ano já teve um acidente grave no local. “Não sei nem o que dizer, teve um carro que se perdeu e entrou no jardim da pousada. A estrada está perigosa”, afirma.  

Claudete conta que esse trecho, que fica na entrada da cidade, tem muitos buracos grandes, que além de colocar as pessoas em risco, atrapalha o desenvolvimento do turismo e do trabalho diariamente. “A situação está complicada”, diz.    

Segundo o empresário, Daniel Spica, que também tem a sua empresa no início da cidade, o trecho está muito ruim. “Está bem difícil de transitar, ainda mais agora que deu bastante chuva e começa a safra. A gente tem caminhões e essa é a única saída da cidade, não tem outro caminho para escoar a produção”, explica.

Daniel afirma que essa situação aumenta o custo do transporte e gera prejuízos com pneu, suspensão do caminhão e aumento na manutenção. “Isso aí é inevitável do jeito que está ali”, afirma.

“A primeira notícia que saiu é que o recapeamento viria até a cidade, mas chegou até o Km 25 e parou. Achei que ia continuar, mas não foi mais, e ficou por isso. Virou o ano, acabou o governo e nada. A parte mais difícil foi feita, faltou esse pouquinho para terminar”, comenta.

Ele ressalta que todo o município está sendo prejudicado, já que a rodovia liga o município a Erechim, a cidade polo regional, em que se busca saúde, educação e escoar a produção. “Todo mundo está sendo prejudicado com essa situação”, diz.

Conforme o empresário, Diogo Pomagerski, a situação já esteve bem pior do que está hoje. “Faltou esse trecho, as máquinas saíram e não voltaram”, diz.

No entanto, Diogo afirma que do jeito que está dificulta a passagem no local e aumenta a manutenção dos veículos, há um desgaste maior, consumo de combustível e pneu. “Com certeza encarece e é ruim porque está num trecho chegando na cidade. O motorista vem por um asfalto novo e aí depois pega só buraco. Já aconteceu um acidente com perda total do carro, entrou num buraco, estourou o pneu, foi bem complicado”, destaca.  

Daer

Conforme o superintendente regional do Daer em Erechim, Elmo Roque Bortolotto Junior, as obras pararam ano passado, no trecho de 7,5 quilômetros do Km 25 até o município de Áurea, porque terminaram os recursos e o material asfáltico. “Agora tem que esperar as prioridades do novo governo”, comenta.

Ele afirma que recebeu asfalto até setembro do ano passado e depende de recursos para o material asfáltico e para o serviço, quando liberar vai retomar as obras no local. Elmo afirma que essa é uma das prioridades, e que nessa semana pode ter uma intervenção de tapa-buraco no local.

Leia também

Publicidade

Blog dos Colunistas