0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Publicidade

Região

Saúde: o maior desafio dos municípios

A saída é capacitar os gestores públicos para enfrentar essa área que vem consumindo dia a dia o orçamento municipal, que precisa buscar alternativas e criar estratégias para conseguir atender cada vez mais pessoas com menos recursos

A proposta do curso é capacitar os gestores públicos em saúde, que relatam que a situação está cada
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

Secretários de Saúde das prefeituras da região estão se capacitando para enfrentar um dos grandes desafios da gestão pública municipal: a saúde. Conforme o Paulo César de Marco, a proposta do curso é capacitar os gestores públicos em saúde para fazer uma melhor gestão dos gastos, pactuações dos programas, atividades, trazer aperfeiçoamento e eficiência para saúde pública dos municípios, que estão com dificuldades para implementar os programas da área. “O curso se propõe discutir as rubricas, os tetos, como fazer e o que está certo e o que não está”, diz. Esse é o terceiro curso com 22 municípios do Alto Uruguai, a ideia e envolver todos os municípios da região e também da Amunor.

Para isso trabalha programas da Atenção Básica, Vigilância em Saúde e o Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade na Atenção Básica (Pmaq). “Eles não estão perdendo recursos, mas deixando de ganhar, ver o que podem agregar de maiores valores dentro da saúde municipal”, observa.

São Valentim

Para o secretário de Saúde de São Valentin, Ivonir Martinelli, a ideia de fazer o curso foi com objetivo de se capacitar e entender alguns programas que são oferecidos pelo governo federal. “Tem muitos recursos que a gente perdia”, diz

Martinelli destaca que há uma dificuldade muito grande nesses programas e a Coordenadoria Regional de Saúde não dá um suporte como deveria. “O pior é na questão do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade na Atenção Básica (PMAQ)”, afirma.

Graças aos esclarecimentos do curso o município já conseguiu aumentar alguns valores, passando de R$7,8 mil por mês para R$ 12mil por mês num determinado programa. “São Valentin como todos os outros municípios tem a receber, em torno de R$ 300 mil do Estado, os repasses da União estão em dia”, observa.

Outra questão que pesa aos municípios da região é a complementação feita ao Hospital Santa Terezinha. “Em outros locais não existe isso, só tem uma ou duas regiões como a nossa. O recurso que hoje as prefeitura repassam para manter o Santa Terezinha é muito grande, está sendo pesado, deu uma média de R$ 20 mil por mês no ano que passou”, comenta.

Centenário

Para o secretário de Saúde de Centenário, Haroldo Flores, o curso é muito importante porque são muitas as dificuldades para trabalhar com saúde desde verbas federais e estaduais. “Traz um tranquilidade maior para fazer os investimentos nessa área e buscar mais recursos, em alguns casos até dobrar os valores. Onde conseguir aumentar já faz diferença no município pequeno”, afirma.

Segundo Flores o município tem em torno de R$ 300 mil em repasses atrasados para saúde do Estado e da União, sendo mais estadual. Conforme ele, o Hospital Santa Terezinha é referência em atendimento, e o aporte de recursos mensais chega a mais de R$ 20 mil. “O que é bastante para um município pequeno”, diz.  

Severiano de Almeida

Segundo o secretário de Saúde de Severiano de Almeida, Dimas Dandolini, essa é uma capacitação importante aos municípios para captação de recursos, para conseguir oferecer uma Atenção Básica no município.

“Hoje os municípios investem cada vez mais em saúde, mas os recursos estão cada vez mais escassos. Então, a gente tem que saber onde buscar novos incentivos e recursos para dar uma resposta a sociedade. A gente investe em torno de 23% da arrecadação em saúde, bem acima do preconizado”, destaca.

Conforme ele, o aporte de recursos ao Hospital Santa Terezinha, que é a referência no atendimento, chega a R$10 mil por mês. “Mas já chegamos em alguns meses há R$ 20 mil, esse recurso para vai para o Santa desde 2017, sendo que nos anteriores não tinha essa coparticipação dos municípios na receita do hospital”, comenta.

Dimas explica que o Estado está repassando cada vez menos recursos e a demanda ficando maior, já que muitas pessoas migraram dos planos privados para o Sistema Único de Saúde (SUS).

“Outas regiões não fazem essa complementação no hospital de referência. Hoje isso é um problema aos municípios, gestores e prefeitos. Há muitas dificuldades na saúde pública”, diz.    

Mariano Moro

A secretária de Saúde de Mariano Moro, Deisimara da Rosa Capeletti, afirma que o curso dá um bom suporte para conseguir buscar novos recursos, saber aonde eles estão, e para conseguir fazer mais Atenção Básica, investir para uma saúde com qualidade no município.

“Os municípios estão investindo muito em saúde, e a responsabilidade está sendo repassada cada vez mais para a gestão municipal, sendo que o Estado não está fazendo a parte dele, deixando também a dívida conosco no decorrer do ano. Está ficando difícil nos sustentarmos e daqui para frente vai ficar pior ainda”, comenta.

Ela explica que a participação da União e do Estado é fundamental, cada um tem sua parcela de investimento, e que o governo federal faz seu repasse em dia, mas o estadual não, estando em atraso com quase R$ 300 mil.  

Deisimara ressalta que a cada dia a saúde é um desafio maior, porque toda a população está indo para o Sistema Único de Saúde e os municípios que estão lá na ponta é que tem que atender essa demanda. “Não vamos conseguir chegar tão longe com os recursos que temos, é preciso buscar alternativas para vencer os desafios da saúde”, destaca.

O curso é uma promoção da Loch Consultoria em parceria com o ICSEC Instituto de Educação.

Leia também

Publicidade

Publicidade

Blog dos Colunistas